A Hyundai finalmente lançou a versão flex do seu motor 1.6 turbo de quatro cilindros, que atualmente equipa o SUV Creta. Essa mudança, aliás, traz junto dela alguns preços reajustados e mais equipamentos de série em algumas versões. A gama de opções segue a mesma: Comfort por R$ 156,7 mil, Limited por R$ 173,4 mil, Platinum por R$ 189 mil, Ultimate por R$ 201,6 mil e N Line, a esportivada, que agora assume o posto de topo de linha por R$ 207 mil. 

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Hyundai Creta N Line 1.6 turboflex – Foto: divulgação

Creta N Line: novo motor e novo posicionamento

Essa N Line, inclusive, até então usava o motor 1.0 turboflex de três cilindros com 120 cv de potência e 17,5 mkgf de torque (gas/eta), associado ao câmbio automático de seis marchas. Porém, agora, passou a ser movida pelo inédito 1.6 turboflex de quatro cilindros, junto da transmissão de dupla embreagem e sete marchas, num powertrain bem mais condizente com sua proposta. A Ultimate também impulsionada por esse conjunto. O motor 1.0 turboflex + câmbio AT6 seguem nas versões Comfort, Limited e Platinum. 

Hyundai Creta Ultimate 1.6 turbo – Foto: Lucca Mendonça

Flex é até 20 cv mais fraco

Segundo a Hyundai, a conversão do motor 1.6 turbo para flex foi motivada, principalmente, para atender maiores níveis de eficiência energética e menores emissões de poluentes, alinhado com o que pede o programa nacional de Mobilidade Verde e Inovação (MOVER), do Governo Federal. Essa também foi a justificativa para a redução sensível na potência desse motor, que caiu de 193 cv na versão anterior, apenas a gasolina, para 173/176 cv (eta/gas) na inédita configuração flex. Seu torque, porém, segue na casa dos 27 mkgf, como antes, e o casamento ainda é feito com a transmissão automatizada de dupla embreagem e sete velocidades.  

Hyundai Creta Ultimate 1.6 turbo – Foto: Lucca Mendonça

Agora flex, esse motor 1.6 turbo adota uma especificação pouco comum: ele rende menos com etanol do que com gasolina (diferença de 3 cv). Porém, de acordo com a marca, como seu torque é entregue por completo já nas rotações iniciais do motor, a partir de 1.500 rpm, a adequação de potência na nova motorização Flex não traz impactos em dirigibilidade e desempenho do Creta Ultimate e N Line no dia a dia.  

Hyundai Creta N Line 1.6 turboflex – Foto: divulgação

A Hyundai diz que até as 4.500 rotações do motor (faixa que atende o uso normal do veículo tanto na cidade como na estrada), a oferta de potência é a mesma, tanto para a nova versão flex como para a configuração anterior, unicamente a gasolina. Só que novos números de performance não foram revelados. Até então, na versão a gasolina, o SUV compacto demorava 7,8s para acelerar de 0 a 100 km/h, atingindo os 210 km/h de velocidade máxima.  

Hyundai Creta Ultimate 1.6 turbo – Foto: Lucca Mendonça

O que mais mudou no Creta?

Outras mudanças mais discretas surgiram nessa linha renovada, além do inédito motor 1.6 turboflex. Uma delas é a estreia de um novo modo de condução para as versões topo de linha, o Smart, que se adapta automaticamente ao estilo de quem está ao volante. Os modos “Sport”, “Eco” e “Normal” seguem disponíveis no seletor. Outra boa nova é que a versão Platinum, intermediária com motor 1.0 turboflex, passa a vir de série com faróis em LED, que inclui DRL, facho baixo, facho alto e luzes de seta. Por fim, a versão N Line, agora topo de linha, ganha rodas diamantadas inéditas, de aro 18.  

Hyundai Creta N Line 1.6 turboflex – Foto: divulgação