05/02/2026 - 17:00
A VW lançou o Taos 2026 a conta-gotas. Primeiro o apresentou em outubro, depois foi revelar os preços em janeiro para, no fim daquele mês, começar a vendê-lo nas concessionárias. Mas, o test-drive para a imprensa, esse só aconteceu agora no comecinho de fevereiro. Lembrando que são duas versões dele: Comfortline por R$ 200 mil e Highline por R$ 210 mil. Preços bem mais em conta que os anteriores.
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Taos 2026 evoluiu, como deve ser
O carro? Evoluiu, como deve ser. Ficou mais atual no design frontal e traseiro, levou um tapa no interior (melhor acabamento e materiais), ganhou algumas tecnologias inéditas (como um sistema do pacote ADAS que reconhece desmaio do motorista e para o carro em segurança, por exemplo), e, principalmente, assumiu de vez a nova transmissão automática de oito marchas.

Essa, casada aqui ao 1.4 turboflex de 150 cv de potência e 25,5 mkgf de torque (gas/eta), tinha surgido de surpresa nas unidades 2025/2025, que precisavam se adequar ao Proconve L8. Porém, agora na linha 2026, a tal transmissão ganha seu devido brilho, e meio que acabou entrando no pacote de novidades da reestilização. Até então, ele usava uma caixa de seis marchas. E, sim, oito é melhor do que seis…

Mesma (boa) mecânica de antes
Tirando a transmissão com mais marchas, que já era oferecida, o Taos 2026 manteve exatamente a mesma mecânica de antes. Suspensões independentes, quatro freios a disco, direção elétrica, tudo com calibração justinha, tipicamente alemã. Bom saber que sua nova linha de produção, agora no México e não mais Argentina, não afetou essas qualidades do SUV médio. Ele também se mantém espaçoso e com bom porta-malas, como antes.

Test-drive
Boa parte desses méritos, incluindo o da nova transmissão, foram provados num test-drive realizado pela capital do Rio de Janeiro. Entre trechos de avenidas de média velocidade, e ruazinhas residenciais com lombadas e buraqueira, o Taos 2026 provou que, sim, dirigibilidade ainda é um de seus pontos fortes. Sólido, como a maioria dos modelos que usa a plataforma modular MQB, prefere um bom nível de absorção das molas e amortecedores, sem que isso prejudique a dinâmica. De fato, é bom de curva.

A direção é bem macia, já fazendo parte da nova escola de calibrações da Volks para seus carros vendidos por aqui (o Polo seguiu o mesmo caminho em 2022, Virtus em 2023, T-Cross em 2024 e afins). Isso, porém, não tira o fato da precisão do volante conforme as manobras, e relação mais multiplicada, com poucas voltas de batente a batente. E, independente da situação, há um nível agradável de silêncio a bordo. O 1.4 TSI só começa a incomodar nos altos giros. Mas ele nunca chega neles. Te explico…

Oito marchas úteis (e giros baixos)
Esse novo câmbio automático de oito marchas, como a própria marca alemã enfatiza, não é daqueles com seis marchas úteis e duas overdrive, como outras marcas preferem. As oito entram em cena durante a condução comum, com trocas bastante rápidas e suaves: durante o test-drive, em modo Eco de condução, era normal rodar em trechos planos a 70 km/h em oitava marcha. O 1.4 turbo ia a 1.100 rpm, quase em marcha-lenta.

E, claro, o câmbio longuíssimo deixa o Taos mais quieto, macio, progressivo e econômico. Na hora de reduzir, ele, sozinho, baixa duas ou três marchas de forma rápida, e aí surge o fôlego para ultrapassagens ou retomadas de velocidade com mais pressa. Mas, dirigindo na moral, esse escalonamento alongado prova que o motor 1.4 TSI tem fôlego suficiente mesmo abaixo da sua faixa de torque máximo, aos 1.500 giros.
Economia
Lembra do fator economia? Pois é. Durante o percurso do test-drive, de aproximadamente 20 km, o Taos 2026 avaliado registrou uma marca final de 14,2 km/l de gasolina. Excelente para seu tamanho, motorização, peso e afins. Mesmo depois de passar pela buraqueira, lombadas, semáforos, subidas e por aí vai, tudo que se enfrenta num uso misto entre avenidas e ruas. Nas melhores situações, passou dos 15 km/l, enquanto nas piores rondou os 12 km/l. Pena o tanque de combustível ter ficado pequeno nessa linha renovada, com apenas 48 litros.

E aí?
A Volks abriu mão de brigar com os chineses, em grande parte híbridos, para continuar batendo de frente com os tradicionais, como Toyota Corolla Cross, Jeep Compass, Renault Boreal e por aí vai. Espaço de mercado o Novo Taos tem. E o público cativo, embora pequeno (ele nunca foi o suprassumo das vendas), segue no seu radar.




