Inflação para o motorista brasileiro é a maior em 21 anos

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Foto: Agência Brasil - Marcelo Camargo

A inflação para o motorista brasileiro chegou a 18,46% nos últimos 12 meses. Trata-se da maior alta de preços em 21 anos – desde 2000, quando a inflação ultrapassou a marca dos 20%. Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

O principal vilão para o bolso do motorista é o combustível. A gasolina subiu 40,46% desde novembro do ano passado, já o etanol registrou alta de 64,45% de aumento. Até mesmo aqueles motoristas que optaram por ter um carro a gás para economizar, viram o GNV aumentar 37,11% nos últimos 12 meses.


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Qual o motivo da alta dos preços?

O pesquisador do Ibre Matheus Peçanha explica que o preço doméstico da gasolina e do GNV seguem as cotações do petróleo e do câmbio.

O barril de petróleo tem subido consecutivamente de preço devido a política da OPEP de restrição na produção, enquanto o câmbio sofreu desvalorização desde o início da pandemia.

O etanol, por sua vez, seguiu a conjuntura da cana-de-açúcar, que teve sua produção afetada com a estiagem que já dura mais de um ano e as geadas do inverno passado.

Aquisição de veículos

Além dos combustíveis, outro núcleo de importante pressão no bolso dos motoristas está ligado diretamente à linha de produção dos veículos: comprar um automóvel novo está em média 11,27% mais caro, uma motocicleta nova está 7,85% mais onerosa e nem o automóvel usado dá trégua, acumulando um aumento de 8,44% nos últimos 12 meses. Associado a isso, peças e acessórios registram uma inflação de 12,06%.

“A indústria automotiva teve um grave problema ao longo desse ano com escassez de matéria-prima para fabricação de chapas, peças e acessórios, o que causou praticamente uma ausência de automóvel e motocicleta novos e encareceu o processo de produção, elevando o preço ao consumidor. As peças e acessórios no mercado secundário seguiram obviamente a mesma tendência derivada do mesmo problema. E os automóveis usados tiveram um aumento de demanda, como consequência dos automóveis novos em menor número e mais caros no mercado”, explica Peçanha, em nota divulgada.

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