Irmão caçula

O Compass é uma espécie de mini- Grand Cherokee. Pelo menos no que se refere às linhas da carroceria, os modelos são muito parecidos. Lançado em 2007 para ser o carro de entrada da marca Jeep no mercado norte-americano, o modelo – na época quadrado e com faróis redondos – foi recentemente reestilizado e ganhou linhas mais suaves, elegantes e modernas. Sua plataforma é derivada daquela utilizada por Mitsubishi Lancer e Outlander e provém de uma parceria entre a extinta DaimlerChrysler e a marca japonesa. Findo o acordo entre as marcas, cada uma partiu para aprimoramentos dessa base, na qual nascem hoje modelos como o Dodge Jorney e o Fiat Freemont, lançado no Brasil am agosto.

A esquerda, o banco bipartido, que amplia a capacidade de carga. Ao lado, o sistema de som com alto-falantes na tampa do babageiro, pensado para campings e piqueniques

No painel, nota-se o cuidado com os materiais empregados. O plástico, por exemplo, é mais belo aos olhos e mais macio ao toque do que o utilizado na geração anterior. Além disso, encontrar a posição ideal para dirigir é tarefa fácil graças à ampla quantidade de ajustes e aos bancos, que acomodam bem o corpo do motorista. O volante multifunção agora concentra todos os comandos de som, piloto automático e telefone viva-voz, deixando a condução mais prática e próxima de um carro de passeio. O mesmo já não se pode dizer das manobras. O apoio de cabeça traseiro central, apesar de ter dimensões reduzidas, é fixo e complica a visibilidade.

O painel é bem acabado, porém simples. Lembra mais o do Cherokee Sport que o do irmão maior e mais luxuoso Grand Cherokee. Aqui, deve ter apenas o câmbio automático

Sob o capô da versão avaliada, um novo 2,2 litros turbodiesel de 163 cv e torque abundante que trabalha em boa sintonia com o câmbio manual de seis marchas. A progressividade da aceleração e a disposição do modelo em retomar velocidade são pontos elogiáveis. A única queixa fica ao excessivo rumor que invade o habitáculo, culpa de um trabalho deficitário no revestimento acústico. O bom acerto das suspensões e a precisão do esterço garantem um bom feeling da estrada quando se roda no asfalto liso e um menor repasse de solavancos aos passageiros quando se trafega em terrenos esburacados. Na terra, esse comportamento neutro muda pouco porque o sistema de tração integral trabalha sob demanda. Ou seja, distribui o torque entre as rodas de acordo com as exigências da situação. Quando o desafio for muito grande, pode-se acionar o bloqueio do diferencial, mantendo a tração dividida em 50% para cada eixo. É verdade que, com um limitado curso de suspensão e sem a reduzida, o Compass não tem o potencial off-road de um Wrangler. Mas esse não é mesmo seu foco, já que seus oponentes – Hyundai ix35, Kia Sportage, Toyota RAV4 e Honda CR-V, entre outros – também estão muito mais para o uso urbano do que para o fora de estrada.

Para o Brasil, o modelo é esperado para o final deste ano, a partir de R$ 90 mil na versão 4×2 a gasolina. Pode usar um motor 2.0 ou, talvez, o mesmo 2.4 do Fiat Freemont.

Jeep Compass 2.2 CRD 4×4

Motor quatro cilindros em linha, 2,2 litros, 16V Transmissão manual, seis marchas, tração integral sob demanda, bloqueio do diferencialSuspensões dianteira: garfo telescópico invertido, 120 mm de curso – traseira: monoamortecedor, 127 mm de curso Dimensões comp.: 4,45 m – larg.: 1,81m – alt.: 1,66 m Entre-eixos 2,630 m Porta-malas 460 litros Pneus215/55 R18 Peso1.680 kg •Diesel Potência163 cv de 3.600 a 4.200 rpm Torque 32,6 kgfm a 4.400 rpm Velocidade máxima 201 km/h 0 – 100 km/h 10,6 segundos Consumo cidade: 12,6 km/l – estrada: 16 km/l (Europa) Consumo real não disponível

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