Jeep ao extemo

Mais fiel derivação dos clássicos Jeep, o Wrangler sempre mirou um consumidor bem específico: aquele para quem off-road é a regra, e não a exceção. Valente em trilhas, ele não gosta muito do asfalto. Agora, além do Wrangler clássico, a Jeep lançou no Brasil esta versão quatro portas, batizada de Unlimited.

Pelos mesmos R$ 129.900, a marca oferece o Cherokee Limited – mais confortável e equipado, bem melhor no asfalto e também bastante capaz no off-road. Mas, se o negócio são as trilhas radicais, este é o Jeep certo.

No asfalto, falta estabilidade direcional, os trancos das suspensões são meio incômodos e o desempenho, principalmente considerando que tem motor V6 de 199 cv, decepciona. Acelera razoavelmente, mas as retomadas são lentas e, às vezes, falta força – e marchas (são apenas quatro nesta caixa automática) – para ganhar velocidade. A 110 km/h, em uma subida leve, por exemplo, não adianta acelerar que ele não vai ganhar velocidade. É preciso paciência, pois ele anda pouco e gasta muito.

Mas quem gosta dos jipes de verdade está habituado com isso e não costuma ligar para o desempenho no asfalto. Nem para o alto nível de ruídos, principalmente do vento, na cabine. Cada um destes “defeitos” é compensado por uma qualidade.

Se na estrada o V6 decepciona, nas trilhas mais radicais ele mostra força

Se o motor não gosta de velocidade nem de girar alto, no off-road tem força para vencer obstáculos. Já o vento causa ruído na cabine porque o Wrangler é quase um Lego, que você monta como quer: são duas capotas, uma rígida e outra de lona, que podem ser usadas de forma independente (mas a remoção da rígida é um tanto trabalhosa). As portas também podem ser removidas, e o vidro dianteiro, dobrado para a frente. Para quem curte trilhas, são funções interessantes.

A posição de dirigir é bastante elevada e, sem estribos laterais, há um grande “degrau” para entrar na cabine (a altura do solo é de 24 centímetros). O espaço é generoso e o acabamento razoável, mas alguns detalhes, como os retrovisores externos reguláveis “na mão”, decepcionam.

O acionamento do 4×4, neutro ou da reduzida (a tração, normalmente, é traseira) é feito pela velha alavanca: um problema para quem busca so sticação; para quem quer mesmo um jipão de verdade, está valendo – se você vive nas trilhas, gosta de contato com a natureza e quer um carro que aguente o tranco, este Wrangler Unlimited está entre os mais indicados. Tire a capota rígida, deixe a de lona para imprevistos e divirta-se!

Interior sem luxo, tração 4×4 acionada na alavanca e falta de conforto. Mas o Wrangler pode assumir diferentes con gurações: portas, parabrisa e capota rígida podem ser retirados (à dir.)

Veja também

+ A biblioteca básica do motociclista cool
+ Tomografia revela que múmias egípcias não são humanas
+ Homem compra Lamborghini após fraude em auxílio emergencial
+ Os 20 carros 1.0 mais econômicos do mercado brasileiro
+ Restaurar um carro: quanto custa e quanto ele pode valorizar



COMPARTILHAR
Notícia anteriorTecnologia das pistas para a rua
Próxima notíciaContato