06/02/2026 - 11:10
A Jeep prepara mais uma reestilização do seu SUV compacto, o Renegade. Esse será o quarto visual adotado pelo modelo desde seu lançamento por aqui, há onze anos: além do design original, ele teve a primeira reestilização na linha 2019, a segunda no modelo 2022, e a terceira está prevista para a linha 2027. Por isso, chega em breve, possivelmente ainda dentro do primeiro trimestre de 2026.
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Renegade 2027: nada revolucionário
Porém, não espere mudanças tão radicais. O Renegade mantém sua essência, afinal segue na primeira e única geração. Seguirá com pouco menos de 4,3 m de comprimento, 1,80 m de largura e 1,70 m de altura, com entre-eixos de 2,57 m, mantendo a construção sobre a plataforma modular SMP (Small Wide Platform). Sim, ele continuará com os faróis arredondados, linha de cintura elevada, lanternas quadradas, caixas de rodas pronunciadas, teto alto e formato geral de caixote, como hoje. Por isso, conservará, também, o porta-malas com cerca de 385 litros.

Basicamente, será mais um tapinha no visual do SUV. São esperadas mudanças de parachoques, grade, rodas e outros pormenores, com arranjos internos das luzes de faróis e lanternas inéditos. Basicamente, a mesma receita já aplicada nas suas outras reestilizações. Nada revolucionário. Porém, como seu interior segue basicamente as mesmas formas desde 2015, ele será o foco principal das mudanças do Renegade 2027. A cabine dessa nova linha promete boas novidades, finalmente.
Novo interior

E, como sua plataforma é a mesma de Compass e Commander, e ele não é tão diferente dos dois em algumas medidas, os três permitem usar praticamente o mesmo interior. Por isso, conforme flagras já avistados por seguidores do perfil @placaverde no Instagram, o Renegade 2027 vai ganhar uma cabine fortemente inspirada na de Compass e Commander. Ela ainda é moderna, apesar de ter seus bons cinco anos (veio no Compass 2022), e atende melhor as necessidades tecnológicas dos consumidores atuais.

O Novo Renegade terá multimídia flutuante como os irmãos, saídas de ar horizontais, console central mais alto e plano, bem como uma nova interface das telas. Por essas e outras, suas laterais de portas deverão ganhar outra cara, também, para casar com o novo painel mais moderno e horizontal. Basicamente, a mesma receita aplicada no Compass em 2021, só que mantendo os mesmos bancos e volante.

Esse design inédito na cabine do Renegade 2027 permitirá algumas evoluções importantes, como a central em posição mais elevada e prática, um carregador de celular sem fio mais bem posicionado, além de um acabamento um pouco mais refinado, bem trabalhado. São cogitadas, ainda, adições na lista de conteúdos de série, com inéditos piloto automático adaptativo (ACC), saídas de ar traseiras, ou mesmo itens extras no pacote ADAS, por exemplo.

Preparando o campo para o Avenger
Vale lembrar que o Renegade precisa ficar um tanto mais premium, já que ganhará um irmão menor, o Avenger. Este, por sua vez, deverá se manter na faixa dos R$ 115 mil até os R$ 150 mil, para combater VW Tera, Fiat Pulse, Renault Kardian, Nissan Kait, e o futuro Chevrolet Sonic, no mundo dos SUVs pequenos. E, para não haver briga entre os dois produtos, o Renegade subirá um pouco de nível: ficará um tanto mais refinado, melhor acabado, com equipamentos extras e, claro, terá preços reajustados.

Além disso, a chegada do Avenger também deverá marcar o fim das versões mais simples do SUV veterano, como a Sport de R$ 119 mil ou, talvez, até mesmo a Altitude, de R$ 148 mil. É uma dança das cadeiras esperada na linha Jeep, uma vez que o mercado pede SUVs menores, mais urbanos e moderninhos, como o Avenger. A Honda já fez isso com o HR-V para a chegada do WR-V, a VW aplicou a mesma fórmula no T-Cross para ter Tera e Nivus, e a Chevrolet tende a seguir um caminho parecido com o Tracker, com a chegada do tal Sonic SUV.
Motorização MHEV
Na motorização, não haverá trocas de motores ou transmissões, mas sim a chegada de tecnologias. Segue o motor 1.3 turboflex, coringa da Jeep, com seus 176 cv de potência e 27,5 mkgf de torque, associado a transmissão automática de seis marchas em boa parte da linha. Versões 4×4, caso continuem em linha, manterão o câmbio automático de nove velocidades. Porém, para as unidades 4×2, a estreia será do sistema híbrido-leve, similar ao dos Fiat e dos Peugeot, mas com 48 Volts (MHEV).

Isso faz com que a tecnologia aplicada ao Jeep seja um pouco mais forte, eficiente e moderna que a dos Fiat e Peugeot. A adição de força no conjunto tende a ser maior, tal qual o efeito no consumo de combustível no fim das contas. Porém, restam algumas dúvidas sobre o sistema: uma delas é que há chances de ele chegar apenas num segundo momento, meses depois da estreia da linha 2027. Ainda assim, será uma funcionalidade expansível para outros Jeep 1.3 turboflex, como Compass e Commander. Vale lembrar que carros MHEV ficam livres do rodízio municipal de São Paulo e ainda recebem bônus de impostos em vários estados brasileiros.
Vem aí…
De qualquer forma, tendo o sistema MHEV de cara ou depois, o Renegade 2027 vem aí. Para quem já está cansado do design do SUV compacto da Jeep, prepare-se, pois ele vai continuar exatamente assim por mais alguns anos. E vendendo bem. Adaptando um pouco o ditado, é preciso mexer, sim, em time que está ganhando. Mesmo que seja pouco…
