Jeep Renegade é belo, mas peca no porta-malas

Nenhum outro crossover ou SUV até hoje repetiu o sucesso do Ford EcoSport, líder de vendas entre 2003 e 2011 (primeira geração) e em 2013-2014 (segunda). Atacado por todos os lados, ele sucumbiu em 2015 á se passaram dois anos e meio do lançamento do Renegade, que inaugurou a fábrica da Jeep em Pernambuco. O belo e charmoso jipinho chegou até a roubar a liderança do Honda HR-V, mas hoje tem a vida atrapalhada não só por novos rivais, mas também pelo irmão maior Compass, mais espaçoso e não tão mais caro – não por acaso, atual líder de vendas da categoria (leia comparativo contra Chevrolet Equinox e Peugeot 3008).

Visualmente, o Renegade é o mais “jipinho” dos novos SUVs e crossovers, remetendo aos Willys originais. E isso atrai, mesmo que as versões flex não tenham tração 4×4 e raspem o para-choques em qualquer valeta. Afinal, quase todo mundo compra SUVs para a cidade, e como SUV urbano o Renegade flex é ótimo: tem suspensões exemplares, com excelente absorção de impactos, silêncio ao trabalhar e ótimo comportamento em curvas. Para completar, o acabamento é exemplar e a lista de itens de segurança e conveniência, ampla.

Pena que o consumo ainda fique entre os piores da categoria, mesmo com as melhorias no motor flex um ano após seu lançamento e a caprichada calibração do câmbio automático de seis marchas. E isso entregando um desempenho apenas suficiente, que, se não chega a incomodar como antes, ainda fica devendo ante boa parte dos rivais. Se você topar viver com isso, a versão Longitude Flex das fotos é nossa recomendação. Esse problema de consumo/desempenho do Flex é solucionado nas versões a diesel de 170 cv e ótimos 35,7 kgfm. Andam mais, gastam menos e, de quebra, têm câmbio automático de nove marchas e 4×4 com seletor de terreno – transformando o Renegade em um valente jipinho off-road (leia aqui).

O problema é que, com o motor a diesel, o preço parte de R$ 108.990 na versão básica Custom, R$ 1.000 a mais que o Compass básico Sport, com motor 2.0 flex de 166 cv, mas sem 4×4. Aí é preciso optar entre o charme e a valentia do Renegade ou o espaço extra do Compass. Escolhendo o primeiro, a versão Night Eagle tem melhor custo/benefício. Mas lembre-se: qualquer que seja a versão do Renegade, prepare-se para a falta de espaço: o porta-malas de apenas 260 litros é o calcanhar de aquiles desse Jeep.


Ficha técnica:

Jeep Renegade Longitude 1.8

Preço versão Custom 1.8 Flex: R$ 74.490
Preço versão Sport 1.8 Flex: R$ 82.990
Preço versão Sport 1.8 At Flex: R$ 89.990
Preço versão Longitude 1.8 Flex AT: R$ 94.990
Preço versão Night Eagle 1.8 Flex AT: R$ 96.490
Preço versão Limited 1.8 Flex AT: R$ 99.990
Preço versão Custom Diesel 2.0 AT 4X4: R$ 108.990
Preço versão Night Eagle D. 2.0 AT 4X4: R$ 120.190
Preço versão Limited Diesel 2.0 AT 4X4: R$ 124.990
Preço versão Trailhawk D. 2.0 AT 4X4: R$ 129.990
Motor: 4 cilindros em linha 1.75, 16V, comando variável, coletor de admissão variável, start-stop
Cilindrada: 1747 cm3
Combustível: flex
Potência: 135 cv a 5.750 rpm (g) e 139 cv a 5.750 rpm (e)
Torque: 18,8 kgfm a 3.750 rpm (g) e 19,3 kgfm a 3.750 rpm (e)
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d/t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,232 m (c), 1,798 m (l), 1,705 m (a)
Entre-eixos: 2,570 m
Pneus: 225/55 R18
Porta-malas: 260 a 1.300 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.440 kg
0-100 km/h: 11s9 (g) e 11s1 (e)
Velocidade máxima: 180 km/h (g) e 182 km/h (e)
Consumo cidade: 9,5 km/l (g) e 6,5 km/l (e)
Consumo estrada: 10,9 km/l (g) e 7,6 km/l (e)
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: B (Utilitário Esportivo Compacto)

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