19/03/2026 - 16:00
No fim de janeiro, a Jetour apresentou a trinca S06, T1 e T2, três SUVs de propulsão híbrida que chegaram às mãos da clientela neste mês e concorrem em diferentes categorias no Brasil, rivalizando, principalmente com as conterrâneas BYD e GWM. Agora, a montadora chinesa abriu mais detalhes sobre sua atuação no Brasil, que tem até estudos de produção local e lançamentos de novos modelos já a partir do próximo trimestre, como o já prometido T2 4×4, por exemplo. Serão, no total, cinco carros ao longo dos próximos cinco anos.
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Jetour cria raízes no Brasil
A marca – que faz parte do Grupo Chery e foi fundada em 2018 – já havia atiçado o público com promessas como garantia de oito anos (ou 160 mil km, o que ocorrer primeiro) para motor elétrico e bateria, e sete anos (ou 150 mil km) para o veículo completo, bem como a inauguração de 100 lojas no País. Agora, no entanto, anunciou um centro de pesquisa e desenvolvimento local (que prevê a criação de motores flex) e a oferta de seis modelos neste ano. Tem, ainda, parceria com o Senai, Carbon blindados e com empresas do segmento de peças e logística.

“O Brasil está entre as principais economias do mundo e possui uma indústria automotiva com grande potencial de crescimento e evolução, especialmente no campo da eletrificação híbrida. Esses fatores estão alinhados à estratégia global de expansão da Jetour”, afirma Ke Chuandeng, Presidente da Jetour International.
A presença comercial da Jetour começou a ser estruturada em fevereiro com 14 pontos de exposição, etapa inicial da fase de pré-venda que já registrou cerca de 500 unidades comercializadas. Até o fim do ano, a empresa projeta ampliar sua rede e ultrapassar as 100 lojas previstas a princípio em território nacional. Os estabelecimentos se dividem em concessionárias e pontos de venda.

De acordo com a Jetour, antes do lançamento comercial, os modelos S06, T1 e T2 (que entram no Brasil pelo Porto de Vitória, no Espírito Santo), foram submetidos a um amplo programa de testes de rodagem e durabilidade no país, que totalizou mais de 600 mil quilômetros. Os testes avaliaram condições reais de uso — como clima, pavimentação, combustíveis e padrões de condução — e permitiram a verificação e ajustes de mais de mil itens técnicos e funcionais.
Blindagem

Com a violência do Brasil, que é o País que mais blinda carros no mundo, a Jetour enxergou o mercado de blindagens e firmou parceria com a Carbon – considerada a maior empresa do ramo no mundo. . A ideia é oferecer aos clientes uma solução certificada de proteção balística para seus SUVs. Isso garante que os modelos da marca possam receber blindagem com manutenção integral da garantia de fábrica e seguindo padrões técnicos internacionais de engenharia e qualidade.
Ademais, a marca veio com tudo no pós-venda. É tanto que seu plano de investimentos também contempla soluções financeiras, serviços e o fortalecimento da rede de atendimento ao cliente. Tem, inclusive, centro de distribuição de peças em Cajamar (SP), com área de 2.000 m², responsável por abastecer a rede com cerca de 4.500 part numbers e aproximadamente 90 mil peças, volume equivalente a mais de seis meses de estoque. Ou seja, a marca quer sumir com as dúvidas que sempre pairam sobre os carros chineses quando o assunto é reposição de peças.

Portfólio atual
Por ora, o portfólio da Jetour no Brasil tem três SUVs eletrificados (todos, importados da China). Fora dos preços de pré-vendas (que se iniciaram em fevereiro e foram até esta quarta-feira, 18), o S06, um SUV médio, híbrido plug-in, com pegada mais urbana, ao estilo BYD Song Plus, custa entre R$ 204.900 e R$ 229.900 (antes, R$ 199.900 e R$ 229.900).
Já nos modelos com visual mais quadradão e aspecto retrô (truque bastante usado pelas fabricantes chinesas, ultimamente), T1 e T2, os preços ficam, respectivamente, assim: R$ 254.900 a R$ 274.900 (antes, R$ 249.900 a R$ 264.900), e R$ 294.900 a R$ 309.900 (antes, R$ 289.900 a R$ 299.900). Ambos, cabe pontuar, rivalizam com o GWM Tank 300, têm alta capacidade off-road e, também, motorização que une conjunto a gasolina + elétrico.






