Kia ataca as francesas

O Kia Carens pode, tranqüilamente, ser classificado como um típico veículo familiar: seu design fica no caminho entre uma minivan e um crossover (fácil de entrar e sair e com posição mais alta de dirigir privilegiando a visibilidade, que agrada muito às mulheres), pode transportar com bastante conforto até seis passageiros, é prático e ágil de ser dirigido (seu motor 2.0 de 149 cv com torque de 19,5 kgmf a 4.250 rpm tem boas respostas ao comando do acelerador e a transmissão automática de quatro marchas, com opção seqüencial, fornece trocas velozes), tem confortáveis bancos forrados em couro, as manobras são auxiliadas pelo sensor de estacionamento, e por aí vai… Além disso, o visual do interior é bastante agradável: em um misto de preto e bege, há bom gosto na combinação das cores e na agradável sensação que causa a motorista e passageiros. Pode-se dizer, sem dúvida, que se trata de um carro interessante.

Mas, claro, nem tudo é uma maravilha neste novo familiar coreano. A primeira coisa que me chamou a atenção foi a qualidade do plástico que compõe todo o painel: duro e áspero ao toque das mãos, o que não condiz com sua aparência. Pelo preço cobrado, na casa dos R$ 80 mil, em relação ao material empregado nos locais em que as pessoas tocam dentro do carro, a Kia poderia ter utilizado um material mais agradável e condizente com o que ele custa.

Além disso, apesar da baixa quilometragem, o modelo avaliado já começava a apresentar pequenos ruídos no porta-malas. O caminho que a coreana Kia está trilhando com seus produtos está correto, e a cada novo lançamento, como Magentis, Cerato e o SUV Sportage, a marca dá mostras claras de que está evoluindo rapidamente. Dentro desse contexto, é só uma questão de tempo até os coreanos conseguirem adequar o interior do modelo, empregando um melhor material para o acabamento deste bom produto.

Em sentido anti-horário: painel agradável, mas que merecia plásticos melhores, comandos de som no volante, arcondicionado digital, regulagem elétrica dos bancos, instrumentos simples e bancos com ajuste elétrico. Abaixo, o interior: seis lugares e bastante modularidade

CONTRA PONTO

Em meu primeiro dia de teste com o Kia Carens, saí da redação sem saber muito bem em que categoria o modelo se encaixava. Estava em dúvida entre vê-la como um crossover ou uma minivan. Mas a altura do carro me ajudou a tirar a pulga de trás da orelha. Trata-se mesmo de uma minivan. Apesar da sensação de altura que proporciona ao motorista, se tiver mais gente no carro, ou bagagens no porta-malas, não é dificil raspar o assoalho em lombadas e o protetor do cárter em valetas. No mais, o Carens me agradou bastante. Ótimo espaço interno, suspensão macia e um bom desempenho – principalmente na estrada – fizeram minha cabeça. Depois, minha curiosidade se voltou para o preço. Cheguei a chutar alguns valores, mas, quando abri a Tabela Fipe, tive uma agradável surpresa: os quase R$ 80 mil, na minha opinião, são bem pagos. O segmento do Carens não faz muito meu tipo, mas se precisasse de um veículo para levar mais que cinco passageiros, ou uma boa quantidade de bagagem, compraria sim esta perua.

Rafael A. Freire| Repórter

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