Lançamento


O C30 nasceu para aproximar a Volvo dos clientes jovens. Para isso, apostou em algo que nunca foi o forte da marca: design. Mas as ousadas linhas traseiras não falavam a mesma língua das dianteiras, ainda um tanto conservadoras. Neste modelo 2010, o problema foi solucionado. As lanternas altas e a tampa do porta-malas (na verdade, o vidro traseiro) ainda são seu charme. Mas capô, para-choques, grade, entrada de ar e faróis foram revistos, usando a linguagem de estilo do XC60.

Reestilizado, o cupê sueco é uma oferta bastante atraente – mesmo nesta versão mais pacata, com motor 2.0 aspirado

O desenho pouco convencional continua cobrando seu preço no habitáculo. O acesso ao banco traseiro exige contorcionismo, as portas grandes e pesadas deveriam valer uma dispensa da musculação e o cinto de segurança fica bem mais longe do que deveria da mão esquerda. Além disso, o C30 é bruto: os pedais são pesados, o engate das marchas é duro (apesar de preciso), tudo é bem masculino. O painel limpo, reto e racional não tem frescuras, com exceção do console central – uma chapa fina e vazada que deixa lugar para um porta-objetos um tanto inacessível. Quando se olha para trás, há dois bancos individuais com um espaço central que acessa o portamalas. É um carro bonito, benfeito, mas seco e direto – sua intenção não é mimar os ocupantes. A posição de dirigir é boa, mais esportiva: é assim que você vai se sentir bem a bordo.

Acelerando o carro, mesmo nessa versão 2.0 de 145 cv (ainda há a ótima opção 2.5 turbo com 230 cv), a imagem austera dá lugar a uma imediata empatia. O motor é linear, progressivo, enche rápido e entrega uma força que você nem imaginava. A transmissão aproveita bem o torque do propulsor. Ele acelera até 100 km/h em 9s4 e as retomadas são e cientes. Não é um desempenho brilhante, mas superior ao esperado. O comportamento dinâmico é ótimo e a suspensão, esportiva.

Unidades ano-modelo 2010 como a avaliada ainda podem ser encontradas nas concessionárias, mas a marca já iniciou as vendas do modelo 2011 (não disponível para avaliação), que muda pouco. Entre as novidades, a versão das fotos perde o sobrenome S, o piloto automático, o vidro antiesmagamento e a bússola, mas ganha rodas 17” e bluetooth. O preço cai de R$ 86.990 para R$ 85.390 e a versão de entrada, de R$ 79.990, deixa de existir. Se for encarar o modelo 2010, peça um desconto – para pagar uns R$ 82.000. Pode parecer muito, mas se você procura esportividade, depois de conhecer o C30, poderá mudar radicalmente de ideia.

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