Ligado na tomada


Acima, o logotipo que identifica a nova versão, em fase final de testes

Depois de anos de sucesso pelo mundo – e lançado na Argentina em 2009 –, parece que o híbrido Toyota Prius está mesmo a caminho do Brasil. Mas sua estreia não será no Salão do Automóvel. Quem dá as caras no Pavilhão de Exposições do Anhembi este ano é a versão mais moderna do modelo, o Prius Plug-in, ainda um carroconceito. A base é exatamente a mesma e a única novidade ca por conta da tomada do lado esquerdo. Um pequeno detalhe que faz com que esse modelo seja capaz de percorrer 20 km como um verdadeiro carro elétrico, em silêncio absoluto, a uma velocidade de até 100 km/h, sem nem sequer dar a partida em seu motor 1.8 a gasolina. Quando a bateria se esgota (ou se o motorista exige performance, passando de 100 km/h ou pressionando demais o pedal do acelerador em busca de mais vigor), o propulsor entra em funcionamento sozinho e imperceptivelmente como em um Prius Híbrido convencional, que utiliza a energia elétrica ou o motor a combustão (como forma de propulsão e para a recarga da bateria) de forma a obter sempre a melhor relação entre desempenho e economia. O Prius Plug-in ainda não está à venda, mas já é um carro de verdade.

Basta conectar o carregador na tomada e no adaptador junto à roda dianteira para recarregar as baterias

As primeiras 600 unidades de teste começaram a circular no início do ano no Japão, nos EUA e na Europa – foi lá, na cidade de Palermo, que tivemos o primeiro contato com a novidade. A sensação é de que, ao menos no trânsito, o carro anda bem – ainda que movimentado apenas pela energia elétrica. Não lhe faltam força nem agilidade, e ainda não emite ruídos. O peso maior dessa versão (1.500 kg, contra 1.395 kg do convencional, por culpa das baterias quatro vezes mais pesadas) se faz sentir mais nas desacelerações, em que obviamente falta a ajuda do freio-motor e a sensação é de você sempre andou mais do que gostaria. A recuperação de energia através do gerador elétrico segura um pouco o carro (mais ou menos como um dínamo na roda de uma bicicleta), mas o efeito é reduzido, menor do que se teria com um motor a combustão. A coisa é bem diferente quando se pressiona forte o pedal do freio e a recuperação é sensivelmente maior – assim como a frenagem.

Depois de tirar o carro da tomada (a recarga das baterias de lítio demora apenas uma hora e meia em uma tomada de 16 amperes, como as de casa), teríamos pela frente, teoricamente, 20 km rodando somente com a carga da bateria. Mas não foi o que aconteceu: sem a preocupação de manter uma dirigibilidade econômica, pisamos fundo no acelerador, retomamos velocidade com vigor e conseguimos rodar 15 km. Da mesma forma, uma marca supreendente. Nenhum outro carro nos permitiria uma autonomia semelhante com esse nível de performance. Segundo a Toyota, o modelo tem consumo médio de 38,5 km/l com emissão de CO2 de apenas 59 g/km. Em dinheiro, isso equivale, mais ou menos, a rodar 60 km com um gasto de cerca de R$ 3, sendo R$ 2,42 com gasolina e mais R$ 0,50 com energia elétrica.

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