Mais que melhor

MERCEDES ML 500 R$ 365.000

Na disputa pelos mais ricos compradores de utilitários esportivos (SUVs), capazes de pagar mais de R$ 350 mil em veículos que rodam quase só no asfalto, mas são totalmente capazes de encarar qualquer terreno, não basta ser bom. Tampouco basta ser melhor. É preciso ser mais que melhor, mais potente ainda! Muitas vezes compra-se um carro desses por pura auto-afirmação…

O acerto da suspensão é controlado através de botões no painel e pode variar a altura do solo, dependendo da exigência do terreno e da velocidade em que se queira trafegar. Além disso, o motorista pode acionar o controle de descida, de subida e desativar o de estabilidade

Brigam por esse consumidor os mais sofisticados SUVs do mundo, como Range Rover, BMW X5, Porsche Cayenne, Volvo XC90, Audi Q7, VW Touareg e Jeep Grand Cherokee. Há versões com motor seis cilindros (inclusive uma versão da ML, com suficientes 272 cv), mas não são as maiores, melhores, mais fortes e rápidas. Para isso temos os V8. Tudo bem que há os que vão mais longe ainda em potência e preço, mas esses sim estão no topo do segmento.

No caso da BMW, a máxima esportividade no segmento fica a cargo do X5 Sport, de R$ 361.965, com um 4.8 V8 de 355 cv. Esse modelo, antes, deixava o ML 500 para trás com seus 306 cv (com exceção feita à ML63 AMG, com 510 cv). Agora, o Mercedes dá o troco – e chega às lojas, por R$ 365 mil, com 388 cv.

Para ganhar toda essa potência e ainda chegar a 54 kgfm (antes eram 47,9 kgfm), a Mercedes equipou o ML 500 com um novo V8. O antigo 5.0 24V evoluiu para um mais moderno 5.5 32V (por isso nos EUA ele é chamado de ML 550, mas aqui o nome não muda).

Agora tem retomadas nitidamente mais ágeis e acelera até os 100 km/h como um esportivo, em 5,8 segundos – 1s1 mais rápido que antes (e 0,7 s mais rápido que a BMW X5 Sport, embora 0,8 s mais lento que o ML 63 AMG). E o consumo ainda melhorou.

Com um botão no painel controla-se a sofisticada suspensão Airmatic DC com amortecedores adaptativos, que diminuem a distância do solo do ML quando no modo “sport”, se a elevam no modo “comfort”. No modo off-road , a altura sobe ainda mais, como no Range Rover e no Touareg.

A partir da esquerda: o câmbio no volante, os instrumentos do painel, o ar digital de três zonas, a câmera de estacionamento, o porta-copos e os controles do banco

Motor ganhou 80 cv, 6 kgfm e, na dirigibilidade, traz retomadas nitidamente mais espertas e um menor consumo de combustível

Além disso, para a (improvável) aventura fora-deestrada, o ML tem sistema de controle em descidas, que dosam a tração, deixando a cargo do motorista apenas a direção – muito útil em descidas íngremes e, principalmente, enlameadas. Há também um sistema de ajuda em subidas, que segura o freio para o motorista por um segundo, evitando escorregadas, e outro capaz de transferir todo o torque para apenas uma roda, quando for necessário.

O câmbio automático de sete marchas é impecável, mas, se preferir, você pode fazer trocas manuais na alavanca ou em botões no volante. Ir da suavidade e ausência de ruídos à esportividade com ronco de V8 é sua opção. O ML é capaz das duas coisas.

Agora, imagine os equipamentos que um carro de luxo pode ter… Este Mercedes tem todos e mais: ar-condicionado de três zonas, faróis de xênon direcionais, oito airbags, som Harman Kardon 7.1, porta-malas com abertura motorizada e até câmera que mostra o párachoque traseiro quando se engata a ré… falta só um mapa do Brasil compatível com o sistema de navegação, um desperdício. Mas esse detalhe não tira o brilho do ML 500 – e nem o seu, a bordo dele.

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