Mercedes de Hitler é pivô de grande polêmica

Mercedes-Benz 770K Groosser que foi de líder nazista voltou a mídia nos últimos dias

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Mercedes
Reprodução/Worldwide Auctioneers

Guerra na Ucrânia, nazismo, Titanic, amianto e política australiana. Esses são alguns ingredientes que colocaram o Mercedes-Benz 770K Grosser, fabricada em 1939 e usado por Adolf Hitler em eventos oficiais até 1943, no meio de uma grande polêmica nos últimos dias.

Tudo começou com a notícia de que o milionário australiano Clive Palmer teria comprado a limusine. O Mercedes-Benz 770K Groosser teria sido adquirido junto a um bilionário russo que estava se desfazendo de alguns de seus bens em função das sanções que seu país esta sofrendo pela invasão do território ucraniano.

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Palmer, que tem sua fortuna oriunda da exploração de minerais, como minério de ferro, níquel e carvão; recebeu inúmeras críticas em seu país. Líder do Partido da União Australiana, ele não agradou a comunidade judaica local e também tem sido alvo de políticos rivais.

Informações davam conta que Palmer pretendia contar com a limusine em um museu de carros na região de Gold Coast, mas o passado do veículo desagradou até a ministra do Interior da Austrália, Karen Andrews, que lembrou que as regras de alfândega e sanções locais tem de ser cumpridas para tentar barrar a entrada do carro em solo australiano. Isso porque é proibida a entrada no país de qualquer produto que contenha amianto, material cancerígeno mas que era muito usado em automóveis no século passado e que pode estar presente no Mercedes-Benz 770K Groosser.

Entre outros empreendimentos polêmicos de Palmer estão o Titanic II, réplica funcional do famoso navio e que teria sua viagem inaugural em 2018; e o Palmersaurus, parque temático de dinossauros fechado em 2015.

Fake News

Com tanta polêmica em cima da limusine de Hitler, assessores do político vieram a público informar que ele não havia comprado o carro e que tudo não passava de “fake news” de seus adversários.

Resta saber qual será o destino do veículo, capturado pelos aliados ao final da 2ª Guerra Mundial e exportado para os Estados Unidos em 1946. O exemplar teve vários donos (incluindo uma associação de veteranos de guerra, que acreditava que o conversível pertencia originalmente ao comandante da SS, Henrich Himmler) e chegou aos anos 1970 com apenas 33.309 quilômetros.

A conexão entre o carro e Hitler só foi redescoberta em 1976, quando o Mercedes passou por um restauração cosmética. Desde então, o 770K chegou a ser exposto em museus e várias coleções particulares até ser colocado em um leilão nos Estados Unidos em 2018, mas sem encontrar um comprador na ocasião.

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