Mercedes GLA 250: O garoto prodígio

Roberto Assunção

Com a chegada da versão 250, a família GLA, da Mercedes-Benz, agora está completa. A novidade desembarcou no país em duas configurações: Vision (R$ 171.900) e Sport (R$ 189.900). Assim como o irmão GLA 200 e o Classe C, o GLA 250 também será produzido na nova fábrica do grupo em Iracemápolis (SP), a partir de 2016. Segundo o fabricante, o mix de vendas será composto por 10% para a configuração Vision e 9,5% para a Sport. O restante ficará a cargo do GLA 200. O temperamento do GLA 250 não é explosivo como o do GLA 45 AMG 4Matic, de 360 cv.


O Mercedes GLA é um dos crossovers mais bonitos da atualidade. O interior da versão 250 tem o mesmo padrão das demais, com excelente visão e leitura do quadro de instrumentos, tela multimídia acima do painel, partida no sistema start-stop, câmbio automático com alavanca no volante e um ótimo sistema de áudio

Tampouco é igual ao do GLA 200 (156 cv). O GLA 250 é o meio termo da família, entre desempenho e diversão ao volante. Ele associa um eficiente 2.0 turbo de 211 cv de potência a uma transmissão de dupla embreagem e sete velocidades. O crossover arranca com disposição e seus 35,7 kgfm de torque aparecem logo após a marcha lenta (a exatas 1.200 rpm), garantindo também rápidas retomadas. As borboletas atrás do volante permitem fazer trocas de marchas sequenciais e incrementam a condução. Além disso, há três modos de condução: E (Eco), S (Sport) e M (Manual).

Dependendo do modo de dirigir, as marchas são passadas brevemente, cooperando no consumo de combustível. Na cidade, o start-stop desliga momentaneamente o motor em breves paradas, como nos semáforos. Pelo computador de bordo conseguimos médias de 10 km/l. A direção elétrica tem calibração correta: é leve em baixas velocidades e firme na medida certa nas velocidades mais altas. As suspensões macias ajudam no conforto, mas sofrem de acordo com o tipo de asfalto – isso acontece também graças às rodas aro 19 da grife AMG (divisão esportiva da Mercedes-Benz) com pneus de perfil baixo 235/45.


O porta-malas do Mercedes-Benz GLA oferece 421 litros de capacidade e pode ser fechado com um toque no botão

Nas curvas, a carroceria rola um pouco, mas é devido à altura desse crossover em relação ao solo. A tração é dianteira e não integral 4Matic, como no GLA 45 AMG. Invocado mecanicamente, por dentro o GLA 250 tem acabamento primoroso, como manda o padrão da Mercedes-Benz. Os bancos esportivos seguram bem o corpo nas curvas e possuem ajustes elétricos e memória (na Sport, há memória também para o banco do passageiro) e o volante de três raios revestido de couro oferece ótima empunhadura. Já quem viaja atrás encontra bom espaço para as pernas, mas não para a cabeça, por conta do caimento da carroceria.

O teto panorâmico é equipamento de série para ambas as versões. Uma pena que a tela de 17,8 cm ainda seja sensível ao toque e a central multimídia não tenha uma interface muito intuitiva. Mesmo assim, ela traz navegador por GPS, acesso à internet por meio de conexão bluetooth e memória de 10 GB. Uma comodidade para o motorista é o Active Park Assist, presente tanto na Vision quanto na Sport, que estaciona o carro automaticamente em vagas perpendiculares ou paralelas. Com essa versão 250, o GLA tem novos artifícios para enfrentar o Audi Q3 e o BMW X1.

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Ficha técnica:

Mercedes-Benz GLA 250

Motor: 4 cilindros em linha, 16V, turbo, injeção direta, comando variável
Cilindrada: 1991 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 211 cv a 5.500 rpm
Torque: 35,7 kgfm entre 1.200 rpm e 4.000 rpm
Câmbio: sete marchas, automatizado, dupla embreagem
Tração: dianteira
Direção: elétrica
Dimensões: 4,417 m (c), 2,022 m (l), 1,494 m (a)
Entre-eixos: 2,699 m
Pneus: 235/45 R19
Porta-malas: 421 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.455 kg 0-100 km/h: 7s2
Velocidade máxima: 235 km/h (limitada eletronicamente)
Consumo cidade: 9,7 km/l
Consumo estrada: 11,8 km/l
Nota do Inmetro: C (categoria grande)