Mercedes retoma produção nacional com o Classe C

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Cinco anos após o término da produção do modelo CLC no Brasil, a Mercedes retorna ao grupo das montadoras brasileiras de automóveis. A marca da estrela inaugurou nesta semana a nova fábrica de Iracemápolis (SP), terceira unidade produtiva da Mercedes no País e que será dedicada exclusivamente à montagem de automóveis.

Construída em uma área de 2,5 milhões de metros quadrados, dos quais 93 mil são de área construída, a fábrica foi erguida em 19 meses, com investimentos de R$ 600 milhões por parte da Mercedes-Benz. A unidade industrial de Iracemápolis irá montar inicialmente apenas o sedã C 180, versão de entrada da Classe C e que parte de R$ 144.900. E no segundo semestre do ano terá início a produção do crossover GLA, na versão mais acessível GLA 200.


Com 500 funcionários, a fábrica do interior paulista tem capacidade para produzir até 20 mil carros/ano, mas inicialmente irá operar com pouco mais de metade deste total (11.600 carros/ano). Marca que é mais do que suficiente para atender à demanda do mercado brasileiros pelos Classe C e GLA. A nacionalização de outros modelos ainda está fora dos planos do fabricante.

“Escolhemos iniciar a produção pelo Classe C por ele ser o carro-chefe da empresa no Brasil. Já o GLA é pelo desempenho de vendas deste tipo de modelo no mercado brasileiro”, disse o presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina, Philipp Schiemer.

De acordo com o fabricante, dos cerca de 7,5 mil Classe C vendidos no País no ano passado, 4 mil foram da versão C 180, enquanto o GLA foi o segundo modelo mais comercializado pela Mercedes no País, com 3,5 mil unidades comercializadas em 2015. No ano passado, a marca alemã bateu o seu recorde de vendas do automóveis no mercado brasileiro, com 17.520 veículos comercializados.