Mercedes tem cupês de quatro portas, hipercarro de 1.000 cv e Classe G

Marca alemã aposta em nova geração do cupê de quatro portas CLS e inédita versão quatro portas do furioso cupê AMG GT quatro-portas. E também mostra seu hipercarro de mais de 1.000 cv e o novo Classe G

Mercedes-AMG GT 63 S (Flavio Silveira)

Em tempos de subversão das formas clássicas dos automóveis, com SUV-cupês e outras anomalias tomando o mercado, a Mercedes-Benz mostra no Salão de São paulo a nova geração de seu cupê de quatro portas CLS, que praticamente inventou a categoria há mais de uma década. E para lhe fazer companhia em grande estilo, vem também a versão quatro portas de seu furioso e (até então) legítimo cupê Mercedes-AMG GT.

O CLS chega inicialmente na nova versão 53, que no lugar do V8 traz um V6 “eletrificado”. O motor, de 3 litros, é alimentado por um duplo compressor atuado pelos gases de exaustão e um inédito compressor elétrico auxiliar. Em situações normais, tem 435 cv de potência e um torque máximo de mais de 52 kgfm – mas com o auxílio do motor de arranque/alternador EQ Boost pode fornecer 22 cv de potência e mais 25,5 kgfm. Além disso, o sistema ajuda a economizar combustível e alimenta o sistema elétrico de 48 V. A transmissão tem nove marchas e o sistema de tração é o integral AMG Performance 4MATIC+.

O mesmo sistema de  tração está no AMG GT 63 S, versão quatro portas do “ignorante” esportivo AMG GT (leia aqui). Sim, porque hoje o negócio é conquistar cada nicho de mercado possível, por mais específico que seja, e assim até o mais legítimo dos cupês esportivos precisa, então, ter uma variação de carroceria. Assim nasceu o GT quatro-portas. Para brigar com o Porsche Panamera, é um superesportivo para quem transporta a família. O início das vendas até marcado para o 1º trimestre de 2019, com preço de tabela de R$ 1,084 milhão.

Mercedes-AMG One é carro de corrida para ruas

 

Mercedes-AMG One (Flavio Silveira)

Já apresentado pelo mundo, ele aparece pela primeira vez no Brasil. É o primeiro modelo da história com o mesmo motor híbrido do Fórmula 1. O cockpit fica bem para a frente e o motor é V6 central –- um 1.6 biturbo que se combina a quatro motores elétricos, superando 1.000 cv de potência. Atinge mais de 300 km/h e atinge os 200 em menos de seis segundos. Todas as unidades já estão vendidas, sendo três delas para o Brasil.

Classe G volta em grande estilo

Também já revelado no exterior, o novo “jipão” Classe G é outra estrela da marca no Salão. Nascido em 1979, ele aparece sem muitas mudanças –- é apenas sua terceira variação. O modelo exposto é um G 63 Ed1 – versão com grade especial, rodas AMG de 21” com detalhes “pimenta”. No interior,painel totalmente digital com duas telas integradas.O motor é um V8 de 585 cv, que o faz acelerar de 0-100 em 4s5, impressionante para um carro que pesa mais de duas toneladas e meia. A marca não revelou o preço.