Meu nome é Prisma

Ele mudou completamente, mas a Chevrolet fez questão de manter o nome. “Acreditamos que Prisma é uma marca de sucesso: desde o lançamento, em outubro de 2006, acumula mais de 325 mil unidades vendidas”, explica Hermann Mahnke, diretor de matketing de produto da Chevrolet. Curiosamente, é uma estratégia bem diferente da usada com outro modelo de sucesso, o Celta – que passou a se chamar Onix (justamente o modelo do qual deriva esse novo Prisma). O três volumes chega para completar a cada vez maior gama de sedãs da marca, ficando posicionado entre os irmãos Classic e Cobalt. Com preços não muito distantes, questionamos se não há a possibilidade de canibalização entre os produtos. “São consumidores com apelos e preferências distintas”, respondeu Mahnke.

Esse Prisma é construído sobre a mesma conhecida “arquitetura global de veículos pequenos para mercados emergentes”, que já originou Spin, Onix, Cobalt e Sonic. As mudanças em relação ao modelo anterior foram bem-vindas: o coeficiente aerodinâmico (Cx) melhorou em 11% e a rigidez torcional da carroceria aumentou em 25%; todas as dimensões da carroceria cresceram; o interior segue as linhas arrojadas do exterior e ganhou materiais de acabamento com melhor qualidade; e os bancos agora são revestidos com tecido preto e marrom. “É uma padronagem com foco nas cores que estão em evidência”, explica Carlos Barba, diretor-executivo de design da GM da América do Sul. A coluna de direção, no entanto, continua com regulagem apenas de altura – e fica devendo a de profundidade.

São três versões: a de entrada, LT, tem motor 1.0, enquanto a LT, itermediária, e a LTZ, topo de linha, vêm com unidades 1.4. Todas trazem de série airbag duplo e freios ABS – como manda a lei –, além de sensores de estacionamento. Já o ar-condicionado só vem de série na versão de topo; nas demais, é opcional. Os preços não foram divulgados, mas devem ficar entre R$ 35 mil e R$ 45 mil.

Dentro da cabine, destaca-se o sistema multimídia My Link, que estreou no Onix e já passou por mudanças no sedã. De série na versão LTZ, ele agora traz o BringOn (GPS), o TuneIn (para escutar rádios online) e o Stretcher (para ouvir podcasts). “É necessário baixar esses aplicativos e que o consumidor tenha um smartphone a partir do Samsung Galaxy SII ou o iPhone 3GS. Além disso, não é necessário ter um pacote de dados para que o BringOn funcione”, explica Mahnke.

Os motores 1.0 e 1.4 da família SPE/4 são os mesmos utilizados pelo Onix e o câmbio é manual de cinco marchas, com engates bons e precisos (a transmissão automática de seis velocidades está em desenvolvimento e deverá chegar no segundo semestre deste ano). Embora tenha um visual esportivo – a Chevrolet diz que ele inaugura um novo segmento, de “Sport Sedan” –, esse é um exagero da equipe de marketing da marca, já que a prioridade do novo Prisma está claramente na economia de combustível e no conforto dos ocupantes. O bom torque em baixos giros do bloco 1.4 coopera no desempenho e o modelo deslancha sem esforços e sem que falte fôlego em subidas, pedindo reduções de marchas – mesmo no 1.0.

Já as suspensões têm ajuste macio e absorvem muito bem as imperfeições do asfalto, sem comprometer a estabilidade ou deixar que a carroceria role além da conta nas curvas. “Alteramos a calibração das molas e dos amortecedores em relação ao Onix”, explica William Bertagni, vice-presidente de engenharia. A garantia total de três anos completa o bom pacote. A previsão da Chevrolet é um volume de 6 mil unidades mensais, com 70% das vendas concentradas nas versões 1.4.

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