Mini Paceman

A família Mini parece ter sérios problemas de controle de natalidade. Eles se reproduzem de modo quase descontrolado: da releitura do Mini Cooper – assim como já havia acontecido com o original – já nasceram todas as variações possíveis e imagináveis: a perua Clubman, o conversível Cabriolet, o curioso Coupé, o redundante Roadster e até o SUV Countryman. Para quem achou que não dava para inventar mais nada, no Salão de Paris, que acaba de abrir suas portas, a marca exibe o Paceman, versão duas portas do Countryman.

Antes mesmo de ele ser oficialmente revelado, já havíamos viajado para o sul da Espanha para acelerar um protótipo ainda camuflado. Seria ele uma espécie de SUV-Coupé? Conseguiria manter as qualidades da versão SUV? Pouco importam essas perguntas. Como em qualquer Mini, não se trata de uma compra racional. Um Mini é sempre uma escolha emocional. Melhor esquecer isso e sentar ao volante – para fugir do calor e aproveitar logo a oportunidade.

Não foi um test drive ideal, pois as condições não ajudavam: a estrada era bonita, com uma curva atrás da outra, mas o calor era tanto que o asfalto estava até escorregadio. Além disso, a unidade destinada aos EUA sofria um pouco com nossa gasolina e não entregava bem seus 184 cv. Mas deu, sim, para captar a personalidade deste Mini e ver como ele é diferente. Para se começar a ter uma ideia sobre o Paceman, esqueça o Mini Coupé e nem pense no clássico Cooper S. E ele ainda faz de tudo para se diferenciar do próprio Countryman do qual deriva. A posição ao volante é alta como nele, e a direção responde de modo parecido, mas, de um modo geral, a sensação é bem diferente. De certo modo, é a mesma diferença entre dirigir um BMW X5 ou um X6.

O motor 1.6 turbo não parece ser tão forte, e a 2.000 rpm parece já pedir para você mudar de marcha, mas mesmo assim o Paceman consegue ser divertido, garantindo aquela sensação que já é uma marca registrada dos Mini. Afinal, a carroceria mais baixa e o acerto mais rígido não foram definidos à toa. A famosa impressão de se estar dirigindo um kart, da qual os engenheiros da marca tanto se orgulham, se faz clara depois de poucas curvas. Não é tão  brilhante quanto o clássico Mini Cooper, mas para quem deseja ser diferente…

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