Mito sobre rodas

Existem carros que resistem ao tempo. Em vez de serem esquecidos com o passar dos anos, como a maioria, viram jóias ainda mais preciosas. Um bom exemplo disso é o Porsche Spyder 550-S. Mesmo tendo sua fama reforçada com o infeliz acidente que matou o ator americano James Dean em um terrível acidente ocorrido em 1955, esse esportivo não perdeu o brilho e hoje, em pleno século XXI, continua uma das mais requisitadas pedidas de quem deseja reviver os anos 50 sobre quatro rodas.

Por ter sido um modelo com poucas unidades fabricadas e espalhadas pelo mundo (apenas duas entraram em território brasileiro), muitos fabricantes de réplicas têm o veículo como carro-chefe de suas vendas. O principal deles é a paulista Chamonix, de Jarinu, que produz 16 unidades por mês, das quais seis são destinadas ao mercado nacional, já que a maior demanda vem de outros países, principalmente dos Estados Unidos e da Europa.

Guiar o Spyder 550-S é um enorme prazer. Pode-se definir sua dirigibilidade como nua e crua, sem muito conforto, mas com bastante percepção do motor e do asfalto. Um carro para quem gosta de carro. O modelo tem chassi tubular de aço e carroceria em fibra de vidro, conjunto que o deixa bastante leve e sempre atento aos comandos do pé direito. Sua mecânica é toda VW: o motor 1.8 flex refrigerado a água e o câmbio manual de cinco marchas caíram muito bem.

É difícil guiá-lo sem cair na tentação de acelerar além do permitido. A aventura começa na hora de entrar no veículo. A vontade de pular a porta como se faz nos filmes de Hollywood é grande, mas é mais sensato entrar da maneira convencional: abrir a porta com a maçaneta de dentro, afinal não há maçaneta externa. O espaço interno é limitado – dois adultos são obrigados a viajar sem bagagem. O painel é simples, com apenas três relógios, mas o acabamento impressiona.

Se existe alguma característica principal deste veículo ela é, sem sombra de dúvida, o charme. Por conta de sua baixa altura, rodar no trânsito com ele é um tanto inibidor. Mas logo se repara que é impossível qualquer motorista, mesmo os mais distraídos, passar por cima dele. Afinal, um carro como este atrai muitos olhares curiosos e uma porção de admiradores.

MOTOR SHOW testou a chamada “Versão Limitada” do Spyder 550-S. Entre os itens exclusivos desta versão estão a cor laranja, a costura dos assentos e o acabamento de rodas e santantônio em grafite. Foram produzidas apenas cinco unidades desta versão, das quais três já foram vendidas. O preço cobrado por estas réplicas não é alto, se levarmos em consideração a qualidade e o simbolismo que o produto tem. O Spyder 550-S na Versão Limitada custa R$ 70 mil, enquanto o Spyder 550-S sai por R$ 66.100 e o Spyder 550 (com motor 1.6, sem rodas de liga nem santantônio), por R$ 60.300.

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