Motor flex e 4×4, um casamento inédito

A versão ex tem o mesmo painel do resto da linha, redesenhado recentemente e com som touchscreen. O banco traseiro segue com o encosto muito vertical e a tração 4×4 ainda é ativada por alavanca

A Hilux fez a fama de inquebrável e assumiu a liderança do segmento de picapes médias. Mas o tempo passou e o cerco a ela se fechou: Nissan Frontier, Mitsubishi L200 e VW Amarok chegaram, e, agora, Ford Ranger e Chevrolet S10 foram totalmente renovadas. Para enfrentar principalmente essas últimas, que têm versões bicombustível, a Toyota lançou a inédita Hilux Flex. São duas versões com cabine dupla e câmbio automático; os preços são de R$ 84.920 (SR) e R$ 100.140 (SRV, das fotos).

O motor é o mesmo que já equipava o modelo 2009 a gasolina, mas agora foi adaptado para o etanol e gera 163 cv. Mais potente que o da S10 (147 cv) e mais fraco que o da Ranger (173 cv), proporciona um desempenho apenas su ciente. A culpa pode ser atribuída principalmente ao câmbio de apenas quatro marchas, que acaba “amarrando” a picape e sacrificando o consumo. A marca não divulga os dados, mas durante nossa avaliação, abastecida com o combustível vegetal, o computador de bordo registrou médias baixas, entre 4,7 e 6 km/l em circuito misto.

No asfalto, a Hilux pula muito, sacrificando o conforto dos ocupantes, e a carroceria rola demais nas curvas. No fora de estrada ela se sai melhor, ainda mais por ser a única ex do segmento com tração nas quatro rodas e reduzida – uma vantagem considerável para quem encara estradas de terra. Pena que ela ainda possui a alavanca seletora em vez de um sistema eletrônico por botão para mudar o modo de tração.

Lançada em novembro de 2011, essa nova geração ganhou visual reformulado e, por dentro, manteve as qualidades. A posição de dirigir se destaca, assim como a localização dos comandos e o espaço traseiro. Os bancos são revestidos em couro e o do motorista tem ajustes elétricos. Além disso, há ar digital e o rádio CD/MP3 touchscreen. Outra novidade é o painel com nova grafia, mas a iluminação dos instrumentos se rivaliza com a luz verde do console central. Por causa do tamanho avantajado, fazer balizas é uma tarefa que exige atenção. Sorte que existe a câmera de ré para ajudar – mas só na versão SRV.

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