Múltipla Nacionalidade

É o cúmulo da globalização: uma marca japonesa, nascida nos Estados Unidos, produzindo carros mexicanos e ingleses com uma base alemã. É o que veremos em 2015, quando a Infiniti lançar a versão de produção do Etherea, seu primeiro compacto – e o primeiro com tração dianteira. O detalhe que mais nos interessa nessa história, porém, é que a novidade tem grandes chances de ser fabricada no Brasil.

Vamos por partes. A marca é de fato de origem japonesa, criada pela Nissan, mas nasceu nos EUA, em 1989, para brigar com Lexus e Acura (repetindo a fórmula de ambas, ajustadas ao gosto dos americanos – a primeira parte da Toyota e a segunda, da Honda). Mas os Etherea serão mexicanos e ingleses porque são esses os dois locais confirmados – por enquanto – para a produção do carro. E a alma alemã? Está na plataforma de origem Mercedes, a MFA dos novos Mercedes de tração dianteira, Classe A e seus derivados. Isso porque há algum tempo foi feita uma aliança entre o grupo Renault-Nissan e a marca da estrela. Essa plataforma MFA, já usada nos Mercedes Classe A e B, é a mesma do CLA (leia quadro) e do futuro SUV compacto GLA – dois fortes candidatos a ser fabricados no Brasil, como MOTOR SHOW já adiantou com exclusividade. Na Inglaterra e no México, o Etherea será feito em fábricas da Nissan. Aqui, deve seguir a receita: o mais provável é que seja fabricado junto com os dois Mercedes na unidade que a Nissan termina de construir no início do ano que vem em Resende (RJ).

Há ainda a possibilidade de a Mercedes voltar a ter produção própria, que pode até ser em Juiz de Fora (MG), de onde, no fim da década de 1990, saíram os primeiros Classe A – uma hipótese menos provável. No pior cenário, teremos o Etherea importado do México. O preço deve beirar os R$ 100 mil.

A versão de produção do Etherea, inspirada no conceito revelado no Salão de Genebra de 2011, é que ilustramos aqui. Prevista para chegar ainda em 2015, terá 4,4 m de comprimento, e, segundo o vice-presidente global da Infi niti, Toru Saito, não deve ser rotulado como uma versão reduzida de um carro de luxo. O executivo diz que terá um estilo único, obtido com elementos de diferentes segmentos: visual de cupê, espaço de sedã, praticidade de hatch/perua, posição de dirigir elevada de crossover e esportividade de Infiniti.

O concept car era equipado com um motor de 2,5 litros à gasolina, com potência de 245 cv, acoplado a uma unidade elétrica, como no M35h – que garante pequenos percursos com emissão zero de poluentes. O plano é que haja, sim, uma versão híbrida do carro, mas ainda é cedo, obviamente, para dizer quais serão as motorizações defi nitivas. O certo é que ele terá versões tradicionais, com motor à combustão – provavelmente os mesmos 1.6 e 2.0 turbinados já confirmados para os Mercedes CLA.

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