Nick Mason: o baterista da coleção bilionária de carros

Nick Mason e seu Maserati 250F 1957, um dos itens raros de sua coleção blionária de carros
Nick Mason e seu Maserati 250F 1957, um dos itens raros de sua coleção blionária de carros

Quando se fala em Pink Floyd, psicodelia é o adjetivo primeiro que vem à mente. Quando se fala sobre seus integrantes, a magia harmônica de Gilmour, o brilhantismo politizado de Waters, ou a genialidade trágica de Barrett são os temas que monopolizam a conversa. Mas quando se fala de carros, a gente vai para o fundo do palco, atrás da bateria. A gente fala de Nick Mason e sua coleção bilionária de carros.

O post que inaugura este blog conta a história de Charlie Watts (o baterista dos Rolling Stones que tem uma coleção de carros e ternos mas não sabe dirigir). Nele eu prometi que um dia falaria de Mason, o outro baterista viciado em gasolina. É de Nick Mason uma das mais impressionantes e possivelmente bilionária (sim, bi!) coleção particular de carros que existe no mundo.

Veja a coleção de carros de Nick Mason

Mason é fundador do Pink Floyd e atuou em todos os 15 discos e dezenas de turnês da banda. Onde é que foram parar os royalties dos 250 milhões de álbuns vendidos no mundo (esse dado é de 2019)? Na garagem dele. É lá que ele abriga tesouros de quatro (e duas) rodas como o Panhard 1901, o Bugatti Type 35B 1927 ou o Jaguar D Type 1955.

Mas inglês que é, a joia da coroa foi extraída de outro país. É da Itália que vem a Ferrari 250 GTO 1962. Apenas 36 foram construídas, e a de Mason tem a particular placa homônima ao modelo: 250GTO. Ele comprou nos anos 1970 por meras 37 mil libras. Algo em torno de R$ 240 mil. Uau? Na verdade não…

Ferrari 250 GTO: hoje vale mais de R$ 260 milhões
Ferrari 250 GTO: hoje vale mais de R$ 260 milhões

No ano passado um modelo semelhante, mas ligeiramente menos conservado que o de Mason, foi leiloado por – melhor se sentar – R$ 280 milhões de reais!

E essa é a “apenas” uma das Ferraris de Mason: o lado da garagem dedicado à fabricante italiana conta ainda com uma F40, uma GTB/4 Daytona e uma cavalar (desculpe o trocadilho) 512S usada por Steve McQueen (o ator, importante ressaltar) nas gravações de Le Mans (1971).

Mas se Ferrari 512S é carro de corrida apenas de mentirinha no filme, não dá pra dizer o mesmo da Ferrari 312 T3, o carro de F1 com que o canadense Gilles Villeneuve venceu sua primeira prova na categoria em 1978. E ainda por cima foi o GP do Canadá.

A lista de inestimáveis máquinas de corrida ainda tem O Maior Carro de Corrida de Todos os Tempos. É sério. Esse é título que o Maserati 250F 1957 recebeu em 2009. Trata-se de um F1 da época em que corriam gigantes como Juan Manoel Fangio e Stirling Moss. Mason é dono de um dos 26 que ainda restam no mundo.

McLaren F1 GTR veio após uma troca com Ron Dennis
McLaren F1 GTR veio após uma troca com Ron Dennis

Exclusividade é uma coisa que parece atrair o radar de Mason. Foi assim que ele descolou para sua coleção um McLaren F1 GTR 1996 das mãos do próprio Ron Dennis, então todo poderoso da equipe de Fórmula 1. Acontece que Dennis era louco por um carro de Fórmula Indy da coleção de Mason. E os dois trocaram!

Nick Mason tem hoje 76 anos. Ele pendurou de vez as baquetas do Pink Floyd em 2014, mas a banda já havia parado de fato bem antes disso, quase 20 anos antes depois da turnê do penúltimo disco: The Division Bell. Hoje ele lidera o Nick Mason’s Saucerful Of Secrets, banda que faz cover dos primeiros discos do Pink Floyd.

Melhor assim: sobra mais tempo pra curtir sua prórpia garagem.

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