O Nissan Kait ainda é novidade no Brasil, e está embalando nas vendas. Mas, enquanto isso, no mercado asiático ele já estreou com outro nome e tecnologia mecânica que tanto sonhamos: por lá ele é o Kicks e-Power, híbrido de autonomia estendida, tal qual o Leapmotor C10 REEV. No mínimo, curioso… 

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Nissak Kicks e-Power 2026 – Foto: divulgação

De início, a estreia do novo Kicks e-Power, que conhecemos como Kait, se deu na Tailândia, país onde SUVs de baixo custo como ele tem muito potencial de mercado, e a Nissan é forte. A novidade estreou no 47º Salão do Automóvel de Bangkok, na capital do país. 

Novo Kicks não existe por lá…

Nissak Kicks e-Power 2026 – Foto: divulgação

Na realidade, a novíssima geração do Nissan Kicks, com motor turbo e plataforma modular, não existe naqueles cantos do mundo. Então, por lá, esse nome ainda se refere a primeira geração do modelo, o que explica a estreia do Kait como seu sucessor. Enquanto isso, a motorização híbrida já existia na versão anterior, chegando também ao novo modelo com alguns aprimoramentos. 

Como é o novo e-Power?

Nissak Kicks e-Power 2026 – Foto: divulgação

No conjunto da obra, o novo Kicks e-Power é praticamente idêntico ao nosso Kait. Ganhou o mesmo visual atualizado com dianteira, traseira e cabine inéditos, bem como melhorias de projeto como eixo traseiro reforçado e airbags de cortina mais eficientes, por exemplo. Frente ao Kait nacional, o híbrido tailandês ganha apenas novos acabamentos internos e rodas diferentes. Por lá, ele é oferecido em três versões (V, VL e SV), com preços promocionais começando em R$ 127,1 mil, em conversão direta.  

Nissak Kicks e-Power 2026 – Foto: divulgação

O bacana é que todas são híbridas e-Power. A tecnologia, bastante explorada pela Nissan mundo afora, costuma incluir um pequeno motor a combustão que atua como gerador, enquanto o responsável por mover o carro é um motor elétrico. Há um pequeno 1.2 a gasolina de três cilindros sob o capô (82 cv de potência), que trabalha sempre abastecendo as baterias de pouco mais de 2 kWh de capacidade, e não é conectado às rodas. Quem move esse carro, na verdade, é um motor elétrico de outros 136 cv de potência e 28,5 mkgf de torque imediatos. 

Nissak Kicks e-Power 2026 – Foto: divulgação

Roda sempre como elétrico

Por isso, o e-Power roda sempre como se fosse 100% elétrico, sem auxílio do motor 1.2 a gasolina, exclusivamente gerador de energia. De acordo com a Nissan, o SUV renovado demora 9,5 segundos para ir de 0 a 100 km/h, e a retomada de 100 até 120 km/h é cumprida em aproximadamente 4 segundos. Bons números. 

Nissak Kicks e-Power 2026 – Foto: divulgação

Essa é uma tecnologia similar à do Leapmotor C10 REEV vendido no Brasil, em que o carro é sempre tracionado por energia elétrica, enquanto um pequeno motor a gasolina atua como gerador. A diferença, porém, é que o Nissan não é plug-in, ou seja, dispensa recargas em fontes externas, ao contrário do Leap. De acordo com a Nissan da Tailândia, “os motoristas experimentam a sensação silenciosa e sem esforço de um veículo totalmente elétrico, sem a necessidade de recarga externa ou alterações em sua rotina diária”. 

Nissak Kicks e-Power 2026 – Foto: divulgação

Na Tailândia é mais completo

O modelo vendido por lá tem algumas outras diferenças pontuais frente ao nosso Kait, como por exemplo a adoção de freios a disco nas quatro rodas, uma multimídia maior (12,3 pol., emprestada do Novo Versa), e tecnologias indisponíveis por aqui, como alavanca de transmissão por joystick, freio de mão eletromecânico, retrovisor interno com câmera traseira ou banco do motorista com ajustes elétricos. Seu pacote ADAS, completão, é bem similar ao do Kait Exclusive nacional. 

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E no Brasil? 

As chances de termos tal tecnologia híbrida para o Kait brasileiro são praticamente nulas. Afinal, o modelo não pode encarecer e ficar muito completo, o que atrapalharia a vida (já complicada) da nova geração do Kicks. Porém, vale sonhar com um sistema e-Power desses justamente na nova geração do SUV, para combater modelos chineses eletrificados. Proposta ainda distante, mas um pouquinho mais palpável, digamos assim.