Nova cidadania

Fotos: Roberto Assunção

 New March é um carro vital para a Nissan. Porque se o “velho” March, importado desde 2011 do México, teve o importante papel de ser o primeiro popular japonês no Brasil, esse novo inaugurou a primeira fábrica nacional da Nissan, em Resende (RJ). Mais que isso, ele é a principal arma da Nissan para cumprir a ambiciosa meta de dobrar sua participação de mercado até 2016. Libertar-se das amarras das cotas de importação impostas aos carros mexicanos pelo governo já é uma vantagem, mas o New March vai além. Redesenhado e reempacotado conforme o gosto nacional, chega bem equipado e com ótimos preços. 

O projeto New March nasceu no início de 2012, quando Tiago Castro, gerente de marketing de produto da Nissan, iniciou suas pesquisas junto aos consumidores. Apesar de se tratar de um produto 
global, com plataforma compartilhada por diversos mercados, o March sofre adaptações locais. A matriz insistia que a Nissan brasileira fabricasse aqui o modelo “emergente”, igual ao vendido na Tailândia – nada mais que o March mexicano com um discreto facelift. A Nissan brasileira respondeu que queria um modelo mais so sticado, igual ao da Europa. Talvez tenha até alertado a matriz  sobre a possibilidade de incorrer no mesmo erro da conterrânea Toyota, que lançou aqui um popular igual ao do mercado indiano (o Etios), com resultados até agora decepcionantes. 

No m, temos aqui o New March europeu. Não é radicalmente diferente, tampouco se trata de uma nova geração. Mas, além da boa reestilização, recebeu melhorias signi cativas na dirigibilidade, nos materiais de acabamento interno e, principalmente, nos pacotes de equipamentos de série. Não se iluda, porém, pelo ganho nas medidas externas (4,7 cm no comprimento e 1 cm na largura). São resultados de mudanças estéticas que objetivaram, acima de tudo, fazer o hatch aparentar ser maior, respondendo às críticas dos clientes – que, no entanto, ainda segundo a Nissan, não reclamavamdo espaço interno. O New March brasileiro não tem o controle de estabilidade do europeu nem câmbio automático (ao menos por enquanto), mas vem com o mesmo design dele e, ainda, alguns ajustes especí cos para o nosso mercado: direção elétrica mais pesada em altas velocidades, suspensões recalibradas, volante com desenho distinto e maçanetas cromadas.

O novo carro conviverá com o March atual, que continua sendo importado do México só na versão 1.0 básica e deve ser reposicionado para a faixa dos R$ 27.000. Já do New March, são seis as versões: com o motor 1.0 de 74 cv de origem Renault, parte de R$ 32.990 na con guração Conforto (já com direção elétrica, ar-condicionado e volante com ajuste de altura); sobe para R$ 34.990 na versão S (que ganha trio elétrico, portas com revestimento de tecido e detalhes cromados e abertura a distância); e para R$ 36.990 na SV. Já com o motor 1.6, são oferecidas as versões S (R$ 37.490) e SV (R$ 39.990) com os mesmos itens dos 1.0 e, ainda, a SL avaliada, que você vê nas fotos, com preço sugerido de R$ 42.990 (mais detalhes sobre os equipamentos dos New March SL e SV no comparativo a seguir). 

 

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