Nova Mitsubishi L200 Triton

• Turbodiesel,165 cv

Torque 38,1 kgfm

• R$ 119.000

Conforme anunciamos na edição 293 de agosto deste ano, a Mitsubishi começa a fabricar em sua planta de Catalão (GO) a nova picape L200 Triton, único modelo atualmente disponível no mercado nacional com qualidades suficientes para enfrentar a Toyota Hilux, vice-líder na categoria de picapes médias, com menos de 500 unidades atrás da Chevrolet S10.

Toyota Hilux

Inaugurou “a moda”

das picapes com

dirigibilidade de carro.

Tem motor diesel menor

(3.0 de 163 cv) e preço

a partir de R$ 71 mil

R$ 71.339 a 122.740

Nissan Frontier

Série limitada que, a

partir de novembro,

começa a ser vendida

como modelo definitivo

e top para brigar com

Hilux e L200. Preço alto.

R$ 127.885

O sobrenome Triton foi incorporado ao modelo porque a marca não aposentará as outras versões da L200, que tiveram seus preços reposicionados no ano passado para que a família abrigasse o novo membro.

São três opcões, todas com tração 4×2 e opção de 4×4 e reduzida, através de alavanca. A primeira e mais barata sai por R$ 109.000 e traz sob o capô um motor V6 3.5 de 200 cv e 31,5 kgfm em conjunto com um câmbio automático de quatro marchas. As outras duas versões oferecem um propulsor turbodiesel 3.2 de 165 cv e 38,1 kgfm, o mais potente da categoria e o mesmo que equipa a Pajero Full. Com essa unidade, o consumidor pode optar pela transmissão manual de cinco marchas (com preço de R$ 114.000) ou pela automática (a mais cara de todas, vendida a R$ 119.000).

Pouca trepidação, bom isolamento acústico, volante preciso, interior amplo, painel com linhas modernas, bom acabamento e uma boa lista de equipamentos de série fazem com que o modelo ofereça aos ocupantes a habitabilidade digna de um sedã

Avaliada nos arredores da fábrica, em estradas de terra e asfalto, o modelo top de linha mostrou que realmente é um legítimo representante de uma nova geração. Esqueça suas referências de picape. O conforto a bordo é tamanho que o motorista nem se dá conta de que está em uma L200, considerada uma das mais robustas do segmento e a preferida por quem privilegia confiabilidade mecânica e desempenho off-road.

O motor diesel é silencioso, vibra pouco e o isolamento da carroceria ratifica essa característica. O habitáculo é amplo e agradável, possui 18 porta-objetos, oito luzes de cortesia e uma boa lista de itens de série em todas as versões, que inclui bancos de couro com ajuste de altura, CD com MP3, entrada USB e conexão para iPod, volante progressivo (e de alta precisão), freios com ABS, airbag duplo, rodas aro 16, trio elétrico e um painel de cristal líqüido que engloba bússula, altímetro e barômetro.

O painel tem ares de modernidade e o espaco interno garante comodidade total para quem viaja na frente. Quem vai atrás sofre um pouco com a angulação dos joelhos e com a altura do teto, baixo para quem tem mais de 1,80 m. Fora isso, a comodidade é a mesma que se desfruta em um sedã de luxo.

O CD Player possui conexão para iPod e entrada USB, mas não tem a frente destacável. Como em um moderno familiar, há inúmeros porta-objetos espalhados pelo habitáculo, além de portaluvas com chave e oito luzes de cortesia. Para quem vai no banco de trás, a posição das pernas melhorou, mas ainda não é ideal, deixando o joelho muito inclinado. Além disso, o teto baixo pode incomodar os mais altos

Quem gosta da Hilux por sua vocação off-road também não vai se decepcionar. O modelo continua com potencialidades para trafegar em terrenos inóspitos. Além do bom torque, que aparece já a 2.000 rpm e da tração com opção de acoplamento 4×4, a suspensão é independente na dianteira e tem eixo rígido na traseira com barra estabilizadora nos dois eixos, diferencial com escorregamento limitado (quando uma roda perde aderência, ele transfere parte do torque para a outra), bons ângulos de entrada e saída (39 e 29 graus) e uma distância do solo de 22 cm. Fora isso, o chassi oferece grande resistência e excelente dirigibilidade na terra e a caçamba carrega 1.095 kg.

A L200 Triton é a picape com o design mais moderno do Brasil