31/07/2026 - 8:00
Garantir a vida útil do motor do carro passa diretamente pela atenção ao óleo lubrificante. Além de reduzir o atrito entre as peças em movimento, o fluido é responsável pelo arrefecimento interno e pela limpeza do sistema. Erros na hora de checar ou trocar o produto, no entanto, podem custar caro ao bolso do motorista.
Confira as orientações de especialistas da TotalEnergies para não errar na manutenção preventiva do seu veículo.
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1. Ignorar o prazo de troca e o tipo de uso
Todo fabricante estipula no Manual do Proprietário o intervalo ideal para a substituição do óleo (geralmente a cada 5.000 km ou 10.000 km, ou no período de 6 a 12 meses, o que ocorrer primeiro). Rodar além do recomendado forma a chamada “borra”, que entope galerias de lubrificação e acelera o desgaste. Lembre-se: quem roda muito em trânsito urbano pesado se enquadra em uso severo, condição que exige reduzir esse intervalo pela metade.
2. Confundir “completar o nível” com trocar o óleo
Completar o nível é recomendado pelas montadoras apenas se o volume baixar entre os intervalos das revisões. Contudo, completar jamais substitui a troca completa. Deixar de esgotar o cárter faz com que o produto novo se misture com o fluido velho e contaminado, perdendo suas propriedades de proteção.
3. Usar aditivos extras por conta própria
Adicionar frascos de aditivos avulsos ao motor costuma ser dinheiro jogado fora e um risco extra. Os lubrificantes modernos de boa qualidade já trazem um pacote fabril completo e balanceado de aditivos para atender às especificações exigidas pelas montadoras. Misturar produtos por fora pode alterar a química do óleo e formar depósitos indesejados.
4. Misturar lubrificantes de especificações diferentes
Em emergências (como vazamentos em viagens), até é tolerável misturar marcas, desde que mantida a mesma base (sintético, semissintético ou mineral), a mesma viscosidade (ex: 5W30) e as mesmas normas (API/ACEA). Misturar óleos com especificações incompatíveis compromete a película protetora do motor.
5. Negligenciar vazamentos ou queima de óleo
Fumaça azulada no escapamento ou poças sob o carro indicam que o óleo está sendo queimado na câmara de combustão ou vazando. Além do risco de rodar com nível baixo, o óleo queimado danifica componentes caros, como as velas de ignição e o catalisador, aumentando o consumo de combustível e a emissão de poluentes.

6. Errar no aperto do bujão do cárter
O parafuso do dreno do cárter (bujão) precisa do torque correto para vedar sem danificar a peça. Se ficar frouxo, o óleo vai vazar na pista; se for apertado em excesso, a rosca do cárter pode espanar — um prejuízo desnecessário gerado por falta de ferramenta adequada na oficina.
7. Manter o filtro de óleo antigo
O filtro retém impurezas e guarda em seu interior cerca de 0,5 litro de óleo oxidado. Trocar o lubrificante e manter o filtro velho faz com que o óleo novo seja contaminado na primeira partida. A regra de ouro é: trocou o óleo, troque o filtro.
8. Rodar com o nível fora da margem correta
Óleo abaixo do nível mínimo aumenta o atrito e a temperatura interna, podendo fundir o motor em poucos minutos. Por outro lado, óleo acima do nível máximo aumenta a pressão no sistema, podendo estourar retentores, sujar velas e causar o “calço hidráulico” por aeração. O nível deve ficar sempre entre as duas marcas da vareta.
9. Limpar a vareta com estopa
Na hora de checar o nível do óleo, nunca use estopas ou panos velhos. Eles soltam fiapos invisíveis a olho nu que podem entrar no motor e obstruir o pescador de óleo. Utilize sempre papel absorvente (como papel-toalha) para limpar a vareta de medição.
Esta matéria foi originalmente publicada em 2018 e revisada, atualizada e republicada em 2026 com novas recomendações técnicas da TotalEnergies.
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