A BYD já havia atualizado o design do Song Pro, seu SUV híbrido plug-in, na China, e o apresentou por lá em meados de 2024. O modelo trocou visual dianteiro, principalmente, além de mudanças pontuais na traseira e cabine, para combater concorrentes mais modernos. Na ocasião, porém, a motorização seguia a mesma, praticamente igual a utilizada aqui no Brasil. Mas isso acaba de mudar, em partes… 

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BYD Song Pro 2026 – Foto: divulgação

Song Pro Long Range

Isso porque, há poucos dias, foi anunciada uma nova versão topo de linha para o Song Pro na China, que foca na autonomia elétrica e, principalmente, combinada. Chamada de Long Range, tradução para Longo Alcance, ela continua com o visual atualizado em 2024, mas tem baterias de tração maiores: 26,6 kWh de capacidade, versus até 18,3 kWh das outras versões.  

BYD Song Pro 2026 – Foto: divulgação

Com isso, ele consegue rodar até 220 km apenas no modo elétrico, pelo ciclo CLTC, e tem autonomia combinada de cerca de 1.600 km, somando uma carga completa das baterias com tanque cheio de gasolina. Outras configurações mais simples, com 18,3 kWh, rondam os 1.200 km de alcance combinado, ou 133 no modo elétrico.  

BYD Song Pro 2026 – Foto: divulgação

Powertrain conhecido

O restante do powertrain pouco muda: o motor 1.5 a gasolina, com quatro cilindros e aspiração natural, entrega cerca de 100 cv de potência, e atua muito mais como gerador de energia para as baterias de tração. Caso a demanda de potência seja total, entra em cena para complementar o motor elétrico de tração, esse com aproximadamente 165 cv de potência. O Song Pro tem tração sempre dianteira.  

BYD Song Pro 2026 – Foto: divulgação

Segundo a BYD, o SUV híbrido plug-in tem consumo declarado de pouco mais de 31 km/l de gasolina, e permite recargas rápidas, mesmo nas novas versões de bateria grande. Essa bateria de 26,6 kWh, aliás, é a mesma que temos no Song Plus Premium vendido aqui no Brasil.  

BYD Song Pro 2026 – Foto: divulgação

Mais equipado

Vale falar que, visualmente, essas configurações com maior autonomia mudam bem pouco frente as outras, trocando apenas opções de cores e rodas de liga-leve. Trazem, porém, alguns itens de série exclusivos, como compartimento climatizado no console central (aquece e esfria), bancos dianteiros com aquecimento e ventilação, ou uma tecnologia inédita que ajuda a manter o controle do carro em caso de estouro de pneu nas altas velocidades. Também trazem acabamento mais refinado.  

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Vem para o Brasil? 

Aqui no mercado nacional, o Song Pro enfrenta um impasse chamado Song Plus. Seu irmão maior, e um pouco mais caro, poderia ficar ameaçado com uma nova versão topo de linha do Song Pro, ainda mais considerando que a versão comum do Plus, a GS, tem bateria menor (18,3 kWh). Tudo vai depender de um fator: preço. Hoje, o Pro ronda os R$ 200 mil na opção mais cara, enquanto o Plus começa nos R$ 235 mil.