Novo câmbio com as marchas que faltavam

O Peugeot 408 perdeu mais de 30% de suas vendas no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2012. Ele ocupava a 10a posição, com 4.372 unidades vendidas e caiu para o 11o lugar, com 2.989 emplacamentos. Numa categoria tão competitiva, como é a de sedãs médios (liderada em 2013 pelo Honda Civic), o Peugeot 408 sofria os efeitos de um câmbio automático de apenas quatro marchas. Para se ter uma ideia, seu maior rival, o Renault Fluence, com câmbio CVT, já vendeu 8.476 unidades este ano. Por isso, a Peugeot resolveu mudar. E dotou o 408 de motor 2.0 com transmissão automática de seis velocidades.

O carro melhorou. O novo câmbio, batizado de AT6, está em sua segunda geração e é o mesmo usado na versão 1.6 turbo. Além de tornar o carro mais econômico, a nova caixa proporcionou uma condução mais confortável ao 408 Allure 2.0. O motor 4 cilindros flex de até 151 cv recebeu bem a caixa automática, que pode ser selecionada nos modos Drive e Sport. Em Drive o carro vai bem e revela um comportamento dócil, rodando com pouco ruído na faixa de 2.000 rpm. No modo Sport, entretanto, em algumas situações de aceleração brusca seguida de rápida tirada de pé do acelerador, a marcha mais baixa fica bloqueada no sistema. Segundo a Peugeot, isso pode ser útil em descidas de serra e aumenta a segurança, mas na cidade o que sentimos foi uma irritante recusa do câmbio de passar para uma marcha maior.

Os pneus são novos, de baixa resistência à rolagem (Pirelli P7). Algumas mudanças foram feitas na suspensão para aumentar a maciez do conjunto. É um carro confortável. Mas, pelo porte, merecia ter rodas maiores. A versão 2.0 vem com rodas de 16 polegadas, muito pequenas. Mesmo as de 17 polegadas, disponíveis só na versão Griffe 1.6, parecem insuficientes para calçar o carro com estilo. O Peugeot 408 Allure 2.0 custa R$ 59.990 com câmbio manual e R$ 65.990 com a nova transmissão automática de seis velocidades. Já a versão Griffe THP, que tem motor turbo de 165 cv, sai por R$ 73.990.