Novo design a mesma alma

Kia Soul (Roberto Assunção)

Kia Soul sempre atacou com seu estilo ousado. Ele até ganhou do importador o rótulo de “carro design” quando apareceu no Brasil, em 2009. Depois de cinco anos do lançamento, eis a sua segunda geração. O crossover passou a ser montado sobre nova plataforma e, comparado ao antecessor, está 20 mm mais comprido, 15 mm mais largo e 35 mm mais baixo (nas versões equipadas com rack de teto). O entre-eixos espichou em 20 mm. O porta-malas tem 686 litros – incluindo a caixa porta-objetos. Os traços do crossover foram redesenhados no estúdio da Kia em Irvine, Califórnia, nos Estados Unidos, e buscou inspiração no conceito Track’ster, mostrado no Salão de Chicago de 2012.

Inegavelmente, o Soul está mais robusto e mais musculoso. Diferente sim, mas sem perder sua identidade. O conjunto óptico dianteiro ganhou um formato mais longo e com luzes diurnas integradas; a entrada de ar traz os faróis de neblina integrados. Outras novidades aparecem nos logotipos das laterais, além das maçanetas e dos retrovisores externos pintados na cor do carro. As lanternas traseiras verticais foram mantidas e as luzes de neblina ficaram arredondadas. O visual fica completo pelas rodas aro 18 – o conjunto de 16 polegadas deixou de ser oferecido.

Com cara de “bravo”, o fôlego do Kia vem do conhecido motor Gamma Flex 1.6 de 122/128 cv (gasolina/etanol), que estreou no Soul em 2012. A transmissão é automática de seis marchas com opção de trocas sequenciais somente pela alavanca. É um carro gostoso de guiar, que oferece boas respostas e ágeis mudanças de marchas. A direção permite três modos de condução, que alteram o nível de rigidez do volante: conforto, normal e esportivo. Além disso, o Soul é silencioso, com baixo nível de ruído e de vibrações. As suspensões reprojetadas têm calibração macia e absorvem bem as imperfeições do asfalto, mesmo tendo grandes rodas de aro 18. Entretanto, o conjunto deixa a carroceria rolar nas curvas contornadas mais rapidamente.

A cabine do Kia mudou bastante. Destaque para a qualidade do acabamento. A partida é sem chave e a coluna de direção passou a ser ajustável tanto em altura quanto em profundidade. O novo quadro de instrumentos tem rápida visualização e os tweeters (falantes de agudos) estão sobre as saídas de ar laterais. Já o porta-luvas é climatizado e as imagens da câmera são exibidas na tela da central ultimídia, que possui tela de 4,3” sensível ao toque e HD de 800 MB (antes, eram projetadas no espelho retrovisor interno). Alguns pênaltis foram corrigidos, como a ausência de bluetooth e bancos de couro (antes eram de tecido). Nas versões com teto solar duplo panorâmico, as luzes de leitura são de LED. O Soul tem duas versões: uma de R$ 89.900 e outra de R$ 92.900 (com teto solar). Ele está mais caro que o Soul anterior sim, por causa dos 30 pontos percentuais extras de IPI. A expectativa da Kia é vender 120 carros/mês. 

 

 

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