Novo motor para Meriva

Entre os três principais monovolumes médios vendidos no Brasil, a Meriva representa 26% do mercado – atrás de Fiat Idea. que tem 31% das vendas, e do líder Honda Fit, com 43% dos emplacamentos do segmento. Para tentar reverter a situação (enquanto a nova geração é desenvolvida), a Chevrolet decidiu atacar com (poucas) modificações no design e uma nova opção de motor.

A versão 1.8 continua, agora apenas com o câmbio manual automatizado Easytronic (a partir de R$ 48.240 na nova versão Expression), mas o destaque fica para a adoção do 1.4 já (com sucesso) usado no Prisma, Corsa e Montana.

Com este motor, ela custa a partir de R$ 45.790, na versão Joy, já com ar-condicionado, direção hidráulica e vidros elétricos, entre outros itens. Por R$ 2 mil a mais, temos a versão avaliada, Maxx 1.4, que oferece alguns itens adicionais, como maçanetas e retrovisores na cor do veículo, detalhes internos prateados, rodas de liga aro 15 (aro 14 e de ferro na Joy), retrovisores elétricos, mais luzes e porta-objetos.


“O custo/benefício é um escândalo”, disse José Carlos Pinheiro Neto, vice-presidente da GM do Brasil, na apresentação do carro. Já o preço, se não chega a ser um “escândalo” de baixo, é, sem dúvida, interessante: quase R$ 2 mil a menos que o Fit e Idea com motor 1.4 (ambos cerca de 20 cv menos potentes). Vai, sem dúvida, roubar mercado dos dois adversários.

O design mudou pouco: nova gravata dourada na dianteira (com nova grade) e traseira (com novas lanternas escurecidas e barra cromada), novas rodas de alumínio, tecido dos bancos e grafismo do painel de instrumentos. E só. No mais, continua interessante para a família, com um design que ainda atrai, boa capacidade do portamalas, modularidade no interior e bom acabamento. Continua fazendo falta a regulagem da altura do volante, embora a posição de dirigir seja boa (para uma minivan).

O motor 1.4 não oferece desempenho tão redondo na minivan quanto nos modelos Corsa, Prisma e Montana. Mas para quem usa o carro na cidade é suficiente

O motor 1.4 de 99/105 cv, que caiu muito bem no Corsa, sente bastante os 200 quilos adicionais da Meriva: lento nas retomadas, sofre um pouco na estrada, principalmente em subidas e ultrapassagens (mas, na cidade, não decepciona). O que não chega a ser uma desvantagem, pois o Fit e Idea 1.4 também padecem do mesmo mal.

Para o motorista que vive na estrada, ainda vale gastar mais (na compra e no abastecimento) no modelo 1.8. Para quem anda mais na cidade, a Meriva 1.4 está de bom tamanho. Com este motor, a Chevrolet provavelmente vai ultrapassar a Fiat, mas difícil vai ser superar o Fit – ainda mais com o lançamento de sua nova geração, que já estará no Salão de São Paulo mês que vem. Um páreo duro!

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