27/01/2026 - 11:01
A Renault lançou um Duster próprio, principalmente para o mercado indiano, de onde ele estava ausente há algum tempo. Ele é diferente do Dacia Duster europeu, focando nos mercados em desenvolvimento, e cairia como uma luva em países sul-americanos, e em especial o brasileiro. Isso porque, além da plataforma modular de Kardian e Boreal, esse Novo Duster sobe o nível no quesito tecnologia, equipamentos, segurança e refinamento, por exemplo.
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Duster nacional pede novidades
Vale lembrar que o Duster que temos hoje surgiu lá no distante começo de 2020, e já está atrasado com relação ao modelo oferecido na Europa, por exemplo. Além disso, essa geração atual é totalmente derivada da primeira, lançada há mais de 15 anos. Apesar das melhorias aplicadas ao longo dos anos, como a adoção de faróis em LED, 6 airbags e multimídia moderna, já é um carro que pede uma revitalização completa. De quebra, hoje, a Renault do Brasil tem uma enorme lacuna entre Kardian e Boreal, que poderia ser preenchida justamente por essa nova geração do Duster…
Como é o novo carro?
Esse novo carro é totalmente diferente do que temos à venda no Brasil. É mais quadrado e sério, seguindo uma identidade visual que remete ao Boreal. Porém, não abre mão das semelhanças com o irmão Dacia, vendido no mercado europeu. Traz, entre outros, frente alta com faróis em LED, laterais musculosas, traseira com lanternas interligadas em LED, além do interior com grandes telas e design que remete a modelos mais atuais da marca francesa, como o Megane E-Tech.

Ele tende a ser um pouco maior que o Dacia Duster, possivelmente passando dos 4,35 m de comprimento. Na largura, cerca de 1,80 m de largura, 1,62 m de altura e distância entre-eixos de 2,67 m, maior que a de um VW T-Cross, por exemplo. A Renault da Índia, onde a novidade foi apresentada inicialmente, não divulgou suas medidas oficiais. Porém, sistemas de suspensão, direção e freios trazem boas semelhanças com os do Dacia vendido na Europa. Isso indica altos níveis de robustez e confiabilidade.
Híbrido-leve
Outro ponto que chama a atenção é que esse Duster apresentado na Índia vem cheio de tecnologias. Inclusive na motorização: ele conta com opção híbrida-leve (MHEV) que une motor 1.8 aspirado a dois propulsores elétricos, num conjunto emprestado, mais uma vez, do Dacia, onde entrega cerca de 160 cv de potência. Outra opção é o nosso conhecido 1.3 turbo de quatro cilindros, acoplado ao câmbio de dupla embreagem, numa configuração similar à do Boreal. Entrega 163 cv de potência.
Tecnologias
Além disso, o SUV compacto ganha itens inéditos, como teto-solar panorâmico, pacote ADAS com vários sistemas, conjunto óptico full-LED, multimídia e instrumentação digital unidas numa só peça, tampa do porta-malas com abertura e fechamento elétricos, seletor de marchas por joystick, ar digital automático dual zone, ajustes elétricos para o banco do motorista, bancos dianteiros ventilados, iluminação ambiente em LED personalizável, multimídia com funcionalidades Google (Maps, Assistente de Voz e Play Store), entre outros.
Duster deve seguir vivo
De qualquer forma, a Renault não pretende abandonar o nome Duster tão cedo no Brasil. E, para seguir essa promessa, há três caminhos: manter a atual (e obsoleta) geração em linha, apelar para o desenvolvimento de uma nova geração dedicada ao nosso mercado (o que seria caro e demorado), ou então adaptar versões já vendidas em outros países. E, de todas elas, essa nova do mercado indiano é a que parece cair melhor por aqui.




















