O C4 que faltava


O painel cheio de porta-objetos, itens benvindos em um carro familiar. A alavanca de câmbio na coluna de direção (com opção de trocas manuais por borboletas junto ao volante) e, o controle do arcondicionado, que fica perto da porta do motorista

Carros familiares sempre tiveram fama de caretas, veículos que priorizam o conforto e o espaço interno, abrindo mão de um visual mais atraente e de uma boa dirigibilidade. Aliás, desempenho também nunca foi uma grande preocupação neste tipo de veículo. Com o C4 Picasso, a situação muda um pouco, afinal o novo monovolume da Citroën consegue conciliar bastante comodidade e espaço interno com um design classudo e ousado. Por fora, o carro parece até menor do que realmente é, por conta do dinamismo de suas linhas, com destaque para o grande vidro dianteiro e a traseira muito bem resolvida.

Mesmo assim, o melhor do C4 Picasso está no habitáculo. Ao entrar no carro, o que mais chama a atenção é a visibilidade, principalmente do parabrisa, que avança um pouco sobre o teto. Porém, se o sol começar a incomodar, o parassol pode ser deslizado para a frente, antes de desdobrado, para diminuir a luminosidade. Mimos de conforto e comodidade não faltam no C4. São diversos porta-objetos (os maiores no painel), cortinas nas janelas traseiras, bandeja tipo avião para quem viaja na fileira de trás, ar-condicionado independente na frente e atrás (os de trás são opcionais, vendidos por R$ 1.500), com quatro zonas, e até perfumador de ambiente, que tem regulagem de intensidade do ar perfumado feita por um botão no painel central.

Dirigir o C4 Picasso é uma experiência agradável. Com exceção da suspensão, que sofre um pouco com os buracos de nossas ruas, não há críticas. Seu motor 2.0 cumpre bem a proposta do carro. Já o câmbio automático, ao contrário da maioria dos veículos, possui alavanca no volante. É um lugar mais cômodo, mas só depois de um tempo você acostuma e para de levar a mão ao console. É possível também trocar as marchas no modo sequencial, por meio de borboletas no volante. Outra característica interessante é a ausência de um freio de estacionamento manual. A bordo do C4 esse item pode ser até esquecido. Ao colocar a alavanca na posição P (park) ele é acionado automaticamente. Quando quiser seguir viagem, é só acelerar um pouquinho que ele é desligado. Sem dúvida o pacote de itens de conforto é a sensação do carro. O C4 só peca pela falta de sensor de estacionamento e entrada USB no som.

Quando o assunto é segurança, o monovolume da Citroën também não decepciona. Possui freios ABS com repartidor eletrônico de frenagem, sete airbags (duplo dianteiro, lateral de cortina e de joelho para o motorista), e sistema de controle de estabilidade (ESP).

Vendido por R$ 80.700, ele ocupa o segmento intermediário entre o Picasso (dos R$ 60 mil aos R$ 70 mil) e o Grand C4 Picasso (na casa dos R$ 92 mil). Uma boa opção de veículo familiar, cheio de mimos e com o visual atraente.

 

 

 

A cortina na porta traseira garante um pouco mais de privacidade.

 

 

 

 

Parassol deslizante: um deles está para a frente

 

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