O câmbio que faltava


No exclusivíssimo clube dos superesportivos, o Audi R8 sempre foi tratado com uma boa dose de condescendência. Muitos diziam: sim, ele é bonito, tem muita tecnologia embarcada, é poderoso, mas a Ferrari (ou Porsche, Lamborghini, McLaren – complete conforme o gosto) está em outro nível”. Bem, isso está longe de ser uma verdade, pois a versão GT do R8 ainda detém o quarto tempo mais rápido na pista de Vairano (centro de provas da revista Quattroruote, nossa parceira italiana) à frente até da prestigiada Ferrari 458.

Esta nova versão V10 Plus, apresentada no Salão de Detroit junto com a reestilização de toda a linha – já ano/modelo 2014 – talvez não seja tão extrema quanto a GT, mas, a princípio, tem todos os atributos necessários a uma supermáquina: 550 cv de potência (560 no GT), assoalho totalmente plano e, o mais importante, uma transmissão completamente nova. A posição de dirigir, como sempre, é baixíssima, mas os assentos exclusivos do Plus parecem verdadeiras obras de arte feitas de couro e fibra de carbono, abraçando o corpo do motorista de forma elogiável e proporcionando segurança e conforto imediatos.

Para completar, o impecável acabamento típico da Audi se faz presente em cada detalhe -– das borboletas para trocas de marcha no volante às costuras do túnel de transmissão, também forrado com o mais fino dos couros.

O botão Sport junto à alavanca de câmbio aprimora não só o ronco, mas todo o acerto do carro, das respostas do acelerador às trocas de marcha, passando pela agressividade do sistema de direção. A aceleração pode ser comandada por um sistema de controle de largada (launch control) e, graças à tração integral Quattro, sem nenhum risco de queimar pneus desnecessariamente. O R8 não desperdiça potência, pois todos os seus cavalos são bem aproveitados e pelas quatro rodas, e se mostram eficientes não apenas nas retas.

As freadas também não são problema para os freios de carbono-cerâmica e, acertando na velocidade de ingresso nas curvas, dá para começar a pisar no acelerador com muita antecedência, antes mesmo do ápice da curva.

Mas, no fim das contas, é a nova transmissão automatizada de dupla embreagem, presente agora em toda a linha R8, que substituiu a antiga de apenas uma embreagem, que determina overdadeiro salto de qualidade na condução do superesportivo. As trocas são extremamente rápidas, mas sem tornar o carro intratável. Esse novo câmbio foi fundamental na diminuição do tempo de aceleração de zero a 100 km/h, agora feita em ínfimos 3,5 segundos.

Chega de olhares condescendentes. Esse R8 tem a alma do limitadíssimo GT, custa menos e, de quebra, corrige a grave falha do antigo modelo: o novo câmbio automatizado é muito superior ao anterior. Como uma embreagem faz diferença! Agora esse Audi tem mais atributos para brigar com Ferrari 458 Italia, Lamborghini Gallardo e McLaren MP4.

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