O lado B da Inglaterra

Flavio R. Silveira

Londres é uma cidade incrível, mas a Inglaterra é muito mais do que ela. Ao volante de um Land Rover, deixamos a capital sentido norte. O destino era York, cerca de 350 quilômetros distante do aeroporto londrino e segunda cidade mais visitada da ilha. Mas não seguimos em linha reta: escolhemos um caminho especial, com direito a estradinhas pitorescas e vilarejos históricos. Mas, para viajar de carro pela Inglaterra, antes de tudo, é preciso se acostumar com o volante do “lado errado”. Um carro automático, como nosso Freelander 2, resolve parte do problema: não é necessário trocar marchas com a mão esquerda. Ainda assim, deve-se ter cuidado para se manter na faixa certa, principalmente ao entrar em pistas de mão dupla e nas inúmeras rotatórias. Um navegador GPS ajuda. A imagem na tela lembra que você deve “girar” no sentido contrário.

Mas não se preocupe: os 250 quilômetros entre Londres e Norwich, na Ânglia Oriental, são mais que suficientes para se acostumar com o volante na direita e a carroceria na esquerda (siga pelas estradas M25, M11 e A11). Norwich é dona de uma das mais belas ruas medievais da Inglaterra, a Elm Hill, e base para explorar as províncias rurais de Suffolk e Norfolk, com cidades pitorescas como Lavenham e suas casas construídas em madeira no século XIV – hoje tortas, mas ainda habitadas (a Little Hall é aberta para visitas).

Até York, são mais uns 400 quilômetros, contado um imperdível desvio pela Costa de Norfolk. O melhor é ir para Cromer, 40 quilômetros ao norte de Norwich e, de lá, seguir para o oeste, beirando o Mar do Norte. Os atrativos são muitos. Começam no famoso Moinho de Cley, onde é possível tomar um café ou se hospedar. Na sequência, vem Blakeney, uma rica cidade litorânea de onde saem passeios de barco para ver uma colônia de focas e pássaros marinhos. Depois, vale a pena visitar Wellsnext- the-Sea, com sua simpática praia cheia de cabaninhas coloridas, e fazer um piquenique nos jardins do Holkham Hall, um imponente casarão estilo romano com árvores exóticas, rebanhos de veados e um lago. Para terminar, não deixe de conhecer a coleção de automóveis reais em Sandringham Estate, onde a família real passa o Natal, e, finalmente, veja o pôr do sol no mar nos Hunstanton Cliffs, rochedos de 18 metros com faixas coloridas. Kyng’s Lynn é uma opção para dormir – e seguir para York no dia seguinte.

Não é à toa que York é a segunda cidade mais visitada da Inglaterra. Sua estrutura medieval é muito bem conservada. O centro é cercado pelas muralhas originais, e a York Minster, catedral da cidade, começou a ser construída em 1220 (é a maior igreja medieval do país). Para quem gosta de história, há um museu viking, um ferroviário e o Yorkshire Museum. Tente se hospedar dentro das muralhas – onde só se anda a pé. Opções interessantes são os apartamentos mobiliados, bem localizados e que podem ser alugados por períodos curtos. City-tours podem ser feitos a pé, de ônibus ou de barco, pelo belo rio Ouse.

Se ainda tiver tempo, cruze os bucólicos North York Moors, um parque nacional com paisagem formada por áreas desoladas e vales verdes de turfa, habitado por ovelhas e narcisos. Whitby, do outro lado do parque, é uma bela cidade litorânea – e um bom lugar para comer o mais tradicional prato ingles: fish and chips (peixe empanado e frito acompanhado de batata frita). Falando em comida, não deixe de provar o típico sanduíche de bacon.

A melhor época para visitar a Inglaterra é no verão, entre junho e setembro, quando as temperaturas médias ficam em 21oC. Em setembro e outubro já é mais frio, mas há as belas cores do outono. Que carro alugar? O Freelander 2 não reclamou das estradinhas malcuidadas dos North York Moors, garantiu o conforto e gastou pouco diesel. Tente reservar um com o enorme teto panorâmico de vidro para apreciar melhor o céu azul – que dificilmente você veria se ficasse em Londres.

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