O melhor ficou para o final

A cereja do bolo, o grand nale. Depois de lançar no Brasil o Cherokee na versão Limited, por R$ 174.900, a Jeep mostrou ao público no Salão do Automóvel a con guração Trailhawk – que começa a ser vendida agora, na virada do ano, por R$ 189.900. Esse sobrenome (que signi ca, em tradução livre, “falcão das trilhas”) serve para avisar que esse é o mais valente dos Cherokee, capaz de encarar as mais desa adoras aventuras fora de estrada. Esse é, inclusive, o primeiro Jeep vendido no Brasil com o selo Trail Rated – que indica que passou pela famosa e desa adora Rubicon Trail, nos EUA, e é capaz de superar os mais difíceis obstáculos.

Visualmente, não é apenas o selo na coluna dianteira que diferencia o Trailhawk dos demais Cherokee. Seus para-choques têm desenho diferente, para ampliar os ângulos de ataque e saída (excelentes 29,8o e 32,1o, respectivamente), o gancho para reboque é vermelho (mais fácil de ver) e os detalhes externos, cromados ou prateados nas demais versões, são pretos. Para completar, em relação ao Limited, as rodas cromadas aro 18 dão lugar a outras de 17 polegadas com pneus de uso misto e per l 65, bem mais adequados para o fora de estrada. 

Motor e câmbio são os mesmos das demais versões do Jeep: o bom V6 Pentastar 3.2 de 271 cv associado à moderna, mas não tão rápida, caixa automática ZF de nove marchas (a mesma de um dos principais concorrentes, o Range Rover Evoque). É um conjunto que, apesar do consumo um tanto alto, nota D no Inmetro, combina ótimo desempenho com conforto e suavidade ao rodar.

Mas é claro que o Trailhawk conta com modi cações que o tornam mais valente. Além de alterações nas suspensões e na relação do diferencial, a grande mudança está no sistema 4×4. Em vez do Jeep Active Drive, ele tem o Active Drive Lock, que adiciona bloqueio do diferencial traseiro – essencial no off-road pesado. Já o sistema Select-Terrain, disponível nos demais Cherokee, ganha uma função extra (além de Snow, Sport, Sand/Mud e Auto): a Rock, para escalar pedras, que aciona automaticamente reduzida e bloqueio e adapta à situação 12 sistemas do carro (motor, câmbio, controle de estabilidade, etc.). Para completar, ele tem ainda o Crawl Control – similar à assistência em descidas, mas que funciona em subidas ou até memso no plano, encarregando-se de superar os obstáculos.

No mais, é o mesmo moderno Cherokee. A direção elétrica é um tanto lenta, mas a estabilidade é boa e a cabine, silenciosa. A central multimídia dá um show a parte: tem tudo o que se precisa e, ainda, funções como ponto de acesso wi- . Para usá-la, porém, é preciso ter um chip de celular instalado no carro (ou usar o do seu celular). Já o interior é bastante espaçoso, principalmente no banco traseiro, e o acabamento é o melhor na história da marca (mas nunca havia sido seu ponto forte, vale lembrar). 

No fim, é uma compra bem interessante. Porque, se é para ter um legítimo Jeep, que ele seja o mais valente possível. Mesmo que você não vá colocá-lo na lama ou escalar pedras, é bom saber que pode. Ou não?

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