O mito GTI

A fama dos Gol velozes vem de 1984, quando a versão GT foi lançada. Depois de quatro anos do seu lançamento em 1980, o Gol ganhou sua versão anabolizada, com motor 1.8 de características esportivas, rodas maiores, pneus mais largos, bancos Recaro, painel caracterizado, além de uma mecânica bem apurada em freios, suspensões e direção. Em 1987 chegou o Gol GTS, com uma frente mais delicada e motor mais moderno. A fama de carro rápido já fazia com que todos o respeitassem quando o assunto era performance. Poucos carros eram tão rápidos quanto um GT ou um GTS em uma arrancada.


Para deleite dos apaixonados, a Volkswagen se superou no final de 1988, quando apresentou a versão GTI do Gol, desde essa época o carro mais vendido do mercado nacional. Primeiro carro brasileiro com injeção eletrônica de gasolina, o GTI deixou o Gol ainda mais desejável. Claro que o consumidor sonhava com o GTI, mas na hora da compra descobria que seu dinheiro só dava mesmo para a versão 1.6, mais acessível. Mas o sonho de ter Gol mais bonito, atraente e veloz sempre ficava no subconsciente de quem comprava, mesmo que tivesse adquirido a versão

básica, que em comum com o GTI tinha apenas o nome Gol. Quando dirigi o Gol GTI pela primeira vez em uma pista de testes, me apaixonei: seu motor 2.0 de 125 cv tinha torque abundante e suas relações de marchas curtas não deixavam o desempenho para segundo plano. O carro era maravilhoso de ser dirigido e deixou muitas saudades. Fazia de 0-100 km/h ao redor dos 9 segundos e passava dos 200 km/h. Um míssil para a época e ainda um carro bem rápido para os dias atuais. Depois dele veio o Gol GTI “Bolinha”, um carro pouco convidativo e sem o caráter nervoso do irmão mais velho. Para compensar, em 1996 veio o bravo GTI 16V.Com a mecânica do Audi 80, tinha motor de 145 cv e um desempenho de tirar o chapéu. Mas seu preço proibitivo limitou o número de sortudos que tiveram a oportunidade de dirigi-lo.

Em 2000, o GTI 16V saiu de cena. A Volkswagen não se aventurou mais na concepção de Gol esportivo, deixando o título GTI para seu irmão mais caro, o Golf. Não devemos nos esquecer de que as versões esportivas das marcas não são apenas para ganhar dinheiro, mas na maioria das vezes as fábricas criam esses sonhos para estimular o consumidor a desejar aquele modelo e acabar comprando as versões mais acessíveis. O esportivo é, na realidade, uma ferramenta para o marketing vender os grandes volumes das versões mais baratas. Sonha-se com um e compra-se o outro, na esperança de um dia poder realizar seu sonho.

Agora, com o relançamento do GTI em 2016, o esportivo voltará a ser produzido após 16 anos da paralisação de sua fabricação. O GTI volta à cena ainda mais sofisticado, uma vez que reúne a alta tecnologia, que evoluiu ao longo desses anos: turbo, injeção direta de combustível, motor flex e até um câmbio de sete marchas com dupla embreagem, que o colocará como um dos esportivos mais desejados do mercado nacional. Quanto custará essa joia? Certamente não será barata, alguma coisa na casa dos R$ 75.000 ou R$ 80.000, em valores atuais. Quanto ele vai andar? Estima-se que chegue a 100 km/h em cerca de 7,5 segundos e atinja cerca de 220 km/h de velocidade máxima. Com uma aerodinâmica apurada e uma mecânica sofisticada, o novo carro deverá também ser extremamente econômico, atingindo marcas de consumo que poucos carros atuais do nosso mercado conseguem atingir. Quem viver, verá!

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