O motor rotativo e outros fracassos da indústria automobilística

Ideias teoricamente eficazes não dão certo porque o público não gosta. Ou são logo superadas por soluções melhores, mais práticas ou menos caras. Conheça alguns fracassos da indústria automotiva

Ideias que parecem brilhantes no papel nem sempre têm um sucesso comercial e podem ser verdadeiros fracassos da indústria automotiva. Isso acontece nas melhores famílias: os fabricantes de automóveis percorrem os caminhos da inovação, experimentam, e tentam vender seus produtos. Alguns dão bem certo, outros menos: não porque estão erradas, mas simplesmente porque não atendem ao gosto do consumidor. Ou porque, em pouco tempo, são superadas pela introdução de outras soluções tecnológicas, mais práticas, eficazes ou menos caras. Aqui estão alguns exemplos de ideias que, embora válidas em teoria, não foram bem-sucedidas.

PROCON-TEN

fracassos da indústria

O sistema Procon-Ten, da Audi, usava cabos semelhantes a cabos de guincho,  que corriam em torno da parte dianteira do motor, e eram ligados a ele. No caso de um impacto frontal, a força e o momento do impacto iria deslocar o motor para trás, com o tensionamento “puxando” os cabos. Estes, por sua vez, eram ligados à coluna de direção e ao cinto de segurança. Quando o cabo era apertado pelo motor, os cabos puxavam o volante para a frente do carro, para longe do motorista, e também tirava qualquer folga dos cintos de segurança, mantendo os ocupantes mais firmemente em seus assentos até que o acidente tinha terminado. Era caro e não tão necessário, principalmente depois que surgiram os airbags.

DUAS FILAS PARA TRÊS

fracassos da indústriaGenial, amado por muitos por sua praticidade, o Fiat Multipla apresentou, entre suas características, seis assentos dispostos em duas filas. Nenhum outro modelo recente, exceto o Honda FR-V, adotou esta solução.

ACESSIBILIDADE 

fracassos da indústria

A porta lateral deslizante do compacto Peugeot 1007 era prática, mas cara de fabricar, complexa e às vezes não confiável. Nem fez sucesso nem em carros maiores, como o Ford B-Max.

DIRETO NOS CILINDROS 

A ideia de usar o hidrogênio como combustível no motor é considerada há tempos pelos fabricantes, em especial pela BMW e Mazda. Mas os custos dos tanques e a modesta eficiência atrapalharam a solução. Hoje, o combustível é usado em carros elétricos sem bateria, mas com células de combustíveis

MOTOR ROTATIVO

fracassos da indústria

O revolucionário motor rotativo desenvolvido por Felix Wankel chegou ao mercado com a NSU e a Mazda, mas não teve sucesso devido aos alto consumo e ao custo de produção também bastante elevado.

O motor rotativo a combustão interna, inventado por Felix Wankel, usa rotores com formato semelhante ao de um triângulo em vez dos pistões dos motores alternativos convencionais.

O motor rotativo surgiu por volta de 1924 e obteve sua primeira patente em 1933. Era interessante por funcionar de um modo suave e silencioso, devido à simplicidade de seu mecanismo. Também tinha um número reduzido de peças, comparado com os motores a pistão. As maiores dificuldades em sua aplicação em larga escala são a vedação interna entre as câmaras, baixa durabilidade e alto consumo de combustível.

Neste caso, porém, há uma reviravolta. Em 22 de junho de 2012, a Mazda fez seu último Wankel. Mas, agora, há rumores de que a tecnologia possa voltar a ser usada em um modelo híbrido, o MX-30. Esperamos para ver a solução que a marca teria encontrado e se a promessa se concretiza.

 

Veja também

+ A biblioteca básica do motociclista cool

+ Tomografia revela que múmias egípcias não são humanas

+ Homem compra Lamborghini após fraude em auxílio emergencial

+ Restaurar um carro: quanto custa e quanto ele pode valorizar