O mundo dá voltas

Mesmo antes da largada do GP do Bahrein, , já é possível prever que essa temporada da F-1 será uma das mais interessantes da história da categoria. Os fatos que aumentam ainda mais as expectativas são: um heptacampeão rompendo a aposentadoria e voltando a correr em uma equipe nova, cinco equipes estreantes, sendo uma a Mercedes, que adquiriu o espólio da atual campeã Brawn GP, e cinco pilotos novatos (até o fechamento desta edição ainda restavam duas vagas).

Para abrilhantar ainda mais as disputas, o regulamento também passou por alterações. Agora não haverá mais reabastecimentos. Por isso, os carros de 2010 estão bem maiores do que os do ano passado, para acomodar um tanque de combustível que garanta mais autonomia. Isso também anula a utilização do Kers, uma das principais novidades de 2009. As trocas de pneus continuarão; a única novidade é que os dez melhores classificados serão obrigados a começar a corrida com os mesmos pneus usados nos treinos. O sistema de pontuação também será outro. O primeiro colocado leva 25 pontos; o segundo, 18; o terceiro, 15; o quarto, 12. daí para baixo, a pontuação vai caindo dois pontos até chegar ao décimo colocado, que levará apenas um ponto.


A equipe é a única novata que tem reais chances de conquistar o mundial de 2010. Além de ter herdado todo o pessoal e a estrutura da atual campeã Brawn GP, o time conta com o aporte financeiro da montadora alemã, a experiência do heptacampeão Michael Schumacher e a velocidade do jovem, porém experiente, Nico Rosberg. Um conjunto bastante competitivo que pode levar a resultados semelhantes aos de 2009, com estreante na frente.

Por igualar mais as condições de disputa, pode-se dizer que essas novidades influenciaram muito para que novos times entrassem na F-1 2010. Mas nenhuma medida foi tão significativa quanto o teto orçamentário de £40 milhões e o apoio financeiro de US$ 10 milhões que a FIA dará aos novos times a cada ano, como forma de incentivo. Mesmo assim, duas das quatro estreantes, a Campos Meta e a USF1, até o fechamento desta edição, ainda estavam ameaçadas por problemas financeiros. Sobre a primeira, especula-se que tenha sido vendida ao grupo VW, que assumirá o comando da equipe, mas só colocará o nome na categoria na temporada 2011. Já a USF1 está com o projeto tão atrasado que muitos duvidam que ela conseguirá alinhar seus carros no Bahrein. Já a equipe sérvia Stefan GP, apesar de não estar inscrita, fabricou seu carro e levará sua estrutura para o Bahrein.

O mundo realmente dá voltas. Quem, no ápice da crise que quase dividiu a categoria na temporada passada, arriscaria dizer que, no ano seguinte, haveria disputa de vagas na Fórmula 1? Que venham mais surpresas.

A escuderia, apesar de levar o nome de uma das marcas mais tradicionais do automobilismo mundial, não tem nada a ver com a montadora. Eles apenas compraram o direito de usar a nomenclatura. Financiado por uma empresa aérea da Malásia, o time terá o finlandês Heikki Kavalainen e o experiente italiano Jarno Trulli. Ainda que as origens não tenham ligações com a marca original, a pintura do monoposto lembra muito a Lótus de pista dos anos 60.

A escuderia italiana foi a primeira a mostrar seu carro. Com o maior orçamento da categoria e uma das melhores duplas de pilotos, com o brasileiro Felipe Massa e o espanhol Fernando Alonso, a equipe tem tudo para voltar a brigar pelo título. O maior destaque do carro foram os apêndices aerodinâmicos nos bicos, que lembram o muito bem-sucedido modelo da Red Bull na temporada de 2009.

 

Projeto Inovador

A primeira estreante a ser apresentada trouxe uma das maiores inovações tecnológicas no desenvolvimento de seu carro. diferentemente dos demais times, que constroem seus monopostos com o auxílio do túnel de vento, a escuderia projetou o modelo no conceito CFd (dinâmica de Fluidos Computacionais), que usa apenas os dados de computadores. Nos cockpits, o alemão Timo Glock e Lucas di Grassi. O piloto reserva é o baiano Luiz Razia.

A equipe perdeu o apoio da Mercedes, que acabou comprando a Brawn para criar seu time oficial. Porém, a marca ainda fornecerá o seu motor para a MacLaren até 2015. Assim como a Ferrari, o time inglês também está com seus carros em boas mãos. Os últimos campeões do mundo serão os responsáveis pelo desempenho da ” echa prata”, como são chamados os carros da escuderia nas pistas. O grande atrativo do novo carro é a barbatana que liga o santantônio ao aerofólio traseiro.

 

 

Mesmo com a Renault procurando novos investidores, o carro deste ano é um dos que mais carregam a bandeira da marca. Nas cores amarela e preta, tem a mesma pintura do modelo que estreou em 1977. A dupla de pilotos é composta pelo polonês Robert Kubica e pelo russo Vitaly Petrovi. Este último, apesar de já ter sido apresentado como piloto, até o fechamento desta edição, ainda enfrentava problemas para pagar pela vaga.

 

 

Os Brasileiros

depois de fechar um contrato de três corridas com a Brawn GP, terminou 2009 com a terceira colocação, resultado que lhe garantiu um contrato na Williams. de acordo com o brasileiro, ser piloto da escuderia era um sonho de criança. Seu companheiro, o novato Nico Hulkenberg, teve bom desempenho nas categorias de acesso e deve dar trabalho ao veterano.

 

 

 

 

 

Depois de Senna, Massa foi o brasileiro que chegou mais perto de um título mundial em 2008. Acidentado, ficou fora da briga em 2009. Este ano, terá que superar o novo companheiro de equipe, Fernando Alonso, que, além de ser bicampeão mundial, não costuma encarar a concorrência interna de maneira muito cordial. Lewis Hamilton que o diga.

 

 

 

 

 

Lucas di Grassi cansou de esperar uma chance da Renault e assinou com a estreante Virgin Racing. Tudo indica que a escolha foi certa. Afinal a escuderia é a mais bem estruturada entre as novas, já mostrou seu carro e promete uma participação sólida nos próximos anos da F-1. Seu companheiro, Timo Glock, é um antigo rival na GP2. A briga será boa!

 

 

 

 

 

Apesar de ter começado sua carreira tarde, por conta do trauma que a família teve com a perda de seu tio Ayrton Senna, Bruno conseguiu um desempenho consistente para chegar à F-1. Assinou contrato com a equipe Campos Meta. Mas, por dificuldades financeiras do time, sua estreia está ameaçada. Bruno tenta vaga na categoria desde o final de 2008.

 

 

 

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