O pé que chuta é o mesmo que acelera


Jovens e com muito dinheiro, os jogadores de futebol gastam o que podem (e alguns, o que não podem) em carros. A preferência é clara: modelos de luxo, superesportivos e SUVs de grande porte. Lamborghini, Ferrari, Porsche, BMW, Mercedes, Audi, Rolls-Royce, Bentley, Bugatti… eles gostam das marcas que poucos podem comprar, para mostrar também que ganham como poucos. No Brasil, com medo de sequestros e assaltos, eles são mais discretos. Na Europa, destino de boa parte dos craques brasileiros, desfilam com suas máquinas sem timidez. Enquanto |alguns gostam de comprar, comprar e comprar, formando “frotas” gigantescas, outros têm poucos (mas bons) carros.

O problema é que juntar jovens imaturos e inexperientes ao volante com máquinas difíceis de controlar, cujas potências podem ultrapassar os 1.000 cv, é praticamente uma receita garantida para o desastre. Alguns podem ver neste comentário uma ponta de inveja. Tudo bem, negá-la seria desonesto, mas os fatos estão aí para comprovar. Leia, a seguir, as histórias de consequências trágicas (além de outras cômicas e curiosas) dos “pilotos de chuteira” de seleções mundo afora.

Júlio César

“Só queria ouvir o motor”

Goleiro da Seleção Brasileira e também da Inter de Milão, na Itália, Júlio César bateu sua Lamborghini no último mês de fevereiro e acabou desfalcando o time na partida contra o Chelsea (e ganhando alguns hematomas no rosto). Mais tarde, em entrevista ao Galvão Bueno, disse que deu uma acelerada apenas porque queria ouvir o motor da Lamborghini. Bem, Julio César, fica aqui a dica: se é só para ouvir o motor, ponha em ponto morto antes (assim não há risco de perder o controle do carro).

Romário

Nunca empreste sua Ferrari!

Você emprestaria sua Ferrari de quase R$ 1 milhão, sem seguro, para um amigo? Bem, em abril de 2008 o ex-jogador Romário, o “baixinho”, ex-atacante da Seleção Brasileira, emprestou sua F-430 2005 para o amigo Roberto Machado, o Beto, comparecer à própria festa de 30 anos, em Niterói (RJ). Beto já havia pilotado a Ferrari de Romário – mas, provavelmente, não depois de ir a uma festa na qual varou a noite até as seis da manhã. Resultado: a F-430, semidestruída, na parede de um clube.

O reparo foi estimado, na época, em R$ 300 mil. Romário defendeu o amigo, afirmando que ele havia sido “fechado” por outro motorista, que iria bancar o prejuízo. O lado bom foi isso ter acontecido antes de as dívidas esvaziarem a garagem de Romário, que já abrigou uma frota com Porsche Carrera, BMW X5, Maserati GT 3200, Lamborghini Murciélago, Hummer H2, Audi RS4…

Luisão

Se beber, não dirija

O zagueiro Luisão jogava para o Benfica de Portugal e, em 2007, conquistou o título da Copa Dubai. Saiu para comemorar em Lisboa, capital portuguesa, a bordo de seu Porsche Cayenne. Na época, aqui ainda não havia a lei seca, mas lá sim… e Luisão devia ter se lembrado disso. Esqueceu do “se beber, não dirija” e foi preso depois do teste do bafômetro, que apontou 1,33 g/l (para comparar, o limite, no Brasil, é de 0,2 g/l). O jogador teve que prestar 40 horas de serviços comunitários, e, pelo que se sabe, nunca mais foi pego alcoolizado ao volante. Na comemoração do hexa, lembre-se, Luisão: fique longe do volante.

Robinho

Do coletivo para a Gallardo

Antes de voltar ao Brasil, quando começou a jogar no Manchester City, time da Inglaterra, Robinho já ganhava muito, mas, como não conhecia as ruas e estradas da cidade, preferia andar de ônibus ou táxi. Os colegas do time não deixavam barato e fizeram dele motivo de piada: no fim de 2008, chegaram a fazer uma “vaquinha” para dar a ele uma passagem de ônibus. Mas Robinho não deixou barato: depois de tanta piada, se irritou e resolveu comprar um transporte pessoal. A “vingança” veio na forma de uma Lamborghini Gallardo LP560-4 branca (leia nossa avaliação em http://bit.ly/9qikNy). Aqui, com motor V10 de 560 cv, ela custa cerca de R$ 1.500.000. Ônibus nunca mais!

Adriano

X5 para evitar o ciúmes, Q7 para comemorar o título e algumas colisões

Adriano “o Imperador”, é outro jogador que, depois de uma temporada na Europa, está de volta ao Brasil – no Flamengo e longe da Seleção nesta Copa. A loira Joana Machado, sua namorada, queria desfilar no Carnaval carioca, como sempre, mas ele proibiu. Dizem por aí que, para que ela não ficasse triste, ele a presenteou com uma BMW X5. Detalhe importante: no dia 28 de janeiro, antes mesmo do Carnaval, ela bateu o SUV em um ônibus, na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro), perto de onde moram. E o jogador parece gostar de utilitários esportivos: em dezembro passado, para comemorar o título do Campeonato Brasileiro do Flamengo, deu de presente para si mesmo um Audi Q7 branco zerinho. Isso que é comemorar em alto nível.

As histórias de Adriano não acabam por aí – parece que ele gosta mesmo de andar “chutado”. Na madrugada de 31 de dezembro de 2007, sob circunstâncias não esclarecidas, ele perdeu o controle de seu Audi TT, também na Barra da Tijuca, e colidiu contra um Palio, um Ka e um Polo. Pouco depois, em fevereiro de 2008, passou em um sinal vermelho na avenida Paulista, em São Paulo, com seu Porsche Cayenne S, atingindo um Ford Ka. Nem ele e nenhuma das três mulheres a bordo sofreram ferimentos.

 

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