O suprassumo dos nipônicos

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Depois dos carros italianos, tenho uma “queda” por automóveis japoneses. Em especial, dois deles: o Mitsubishi 3000 GT VR-4 (ou GTO) e o Nissan 300ZX. Contudo, quem me arranca (mais) suspiros é o Toyota Supra. E para início de conversa, deixo claro, que a minha admiração por esse Toyota nasceu antes do primeiro Velozes & Furiosos, de 2001.

O Supra surgiu como uma versão do Toyota Celica e tornou-se independente, em 1986. A quarta geração do Supra (MKIV) apareceu em 1993, sendo a mais conhecida. Bom, me fascina as suas linhas arredondadas e seu motor 2JZ-GTE — um bloco seis cilindros em linha 3.0, biturbo de 280 cv de potência – as versões de exportação para a América e a Europa tinham 324 e 326 cv de potência, respectivamente.  O câmbio manual oferecia cinco marchas para o motor aspirado e de seis (da Getrag) para os propulsores com turbocompressor.


Todo esse poderio mecânico fazia do Supra um concorrente do Mazda RX7 (chegou em 1978), o Honda/Acura NSX (lançado em 1990) e os já citados Mitsubishi 3000 GT VR4 (de 1990) e  Nissan 300ZX (lançado em 1989). Ainda é possível encontrar alguns exemplares do Toyota em bom estado de conservação lá fora, com preços a partir de US$ 40.000.

Ao que tudo indica, o novo Supra deverá vir até o final de 2017. Entretanto, sem muitas influências do conceito FT-1 Concept, apresentado durante o salão de Detroit do ano passado. Já é fato, que a BMW e a Toyota estão trabalhando juntos em um acordo de colaboração para o desenvolvimento de dois novos esportivos — um para a BMW (possivelmente o substituto do Z4) e outro para a Toyota, o futuro novo Supra. Esse modelo usará chassi e motor seis em linha biturbo da BMW.

Uma pena, mas ainda não tive a oportunidade de acelerar esse ícone da indústria, que foi produzido no Japão até agosto de 2002  — mesmo ano em que a Mazda deixava de fabricar o RX7. Quem sabe um dia… Enquanto isso não acontece, fico assistindo aos vídeos publicados no You Tube e sonhando como é estar ao volante desse nipônico.