O SUV do Polo

Ele será seguro e bom de guiar, porém pouco espaçoso (Ilustração: Marcelo Poblete (Quattroruote) )

(Nota da Redação: Reportagem publicada originalmente na edição de fevereiro da Motor Show, antes do início do Salão de Genebra)

Tudo começou no Salão de Genebra de 2016, com a apresentação do conceito Volkswagen T-Cross Breeze. Sim, é verdade, tratava-se de um crossover cabriolet de quatro lugares. Mas, como já sabíamos, a intenção era preparar o público para a versão de produção, com carroceria fechada e cinco lugares. Esse é o carro que se chamará T-Cross e será feito no Brasil, como revelamos com exclusividade (e depois a Volks confirmou). Apresentação e pré-venda nos Salões de Paris e de São Paulo, em outubro/novembro, e entregas em 2019.

1 – SUV DE ENTRADA
O T-Cross será uma versão Volkswagen do espanhol Seat Arona, lançado em Frankfurt no fim do ano passado. Com 4,15 m de comprimento, ficará posicionado logo abaixo do T-Roc como menor e mais simples utilitário-esportivo da marca. A plataforma é a MQB A0, exatamente a mesma do Polo que já é fabricado no Brasil.

2- MECÂNICA CONHECIDA
Como SUV do Polo, o T-Cross terá tração apenas dianteira e as mesmas opções mecânicas – exceto pelo 1.0 aspirado, fraco para a categoria (ao menos para o brasileiro, pois os europeus podem tê-lo). No Brasil, deve ter o 1.6 16V e câmbio manual de cinco marchas ou o 1.0 TSI com o automático de seis velocidades. [atualização: ele terá também uma versão topo de linha 1.4 TSI com 150 cv].

3- TAMANHO LIMITADO
O calcanhar de aquiles do novo SUV deve ser mesmo o porte. Similar ao Peugeot 2008 e menor que o Jeep Renegade, o VW deve ter porta-malas limitado (o do Seat Arona oficialmente tem 400 litros, mas a Quattroruote mediu 334, menos que os 348 que mediu no Jeep até o teto) e espaço para quatro adultos. A engenharia da Volkswagen pode, entretanto, “espichar” a plataforma do T-Cross, como fez com o sedã Virtus – aumentando seu entre-eixos para 2,65 m e o comprimento.

4 – ALTA TECNOLOGIA
A posição de guiar não será tão mais alta que no hatch, mas o SUV deve manter a ótima ergonomia e os bons itens de segurança ativa e passiva, entretenimento e tecnologia, como o painel configurável. Os preços irão de R$ 75.000 a R$ 100.000.

Um rival para o Compass

Se o T-Cross parece errar o alvo por ser um tanto pequeno para ameaçar Honda HR-V e Hyundai Creta, os atuais líderes dos SUVs compactos, o futuro VW Tarek virá na medida certa para bater no Compass, líder dos médios (e que vende mais que os compactos). Usando a plataforma MQB “padrão”, a mesma de Golf e do novo Jetta, será similar ao Skoda Karoq das fotos ao lado – mas com visual de Volks, claro. O modelo já tem fabricação confirmada para a Argentina no ano que vem e chega ao Brasil como modelo 2020 na faixa de R$ 110.000 a R$ 170.000.