O tormento da inspeção

Os princípios que levaram a cidade de São Paulo a implantar a inspeção veicular são os mais nobres e corretos possíveis: livrar o ar que a população respira do excesso de resíduos poluentes emitidos pelos automóveis. Todo carro, para ser licenciado na cidade paulistana, tem que passar pela inspeção. Se não atender às especi cações não é aprovado, e ponto. Mas diz o ditado que, de boas intenções o inferno está cheio. Pois bem, a tal inspeção está transformando a vida de alguns motoristas em um inferno.


A infraestrutura montada pela empresa Controlar (do grupo CCR) ainda é pequena e muitos carros, até modelos relativamente novos, estão tendo dificuldade de atender às exigências da norma. É o caso, por exemplo, dos Fit, que são seguidamente reprovados nos testes. Há situações em que o proprietário leva seu carro à inspeção e é reprovado. Então, manda o modelo a um mecânico, que troca o óleo, os ltros, as velas, limpa os injetores, o corpo de borboleta… Quando o dono leva novamente o carro para análise, a surpresa: o resultado piorou. Algumas vezes, o motorista é obrigado até a trocar a gasolina do tanque. Uma luta que consome tempo e dinheiro. Há casos ainda mais complicados, como o dos carros antigos, de coleção, mas sem placa preta. Eles também devem ser inspecionados e precisam adaptar um catalisador no seu escape.

Mas, para quem pensa que não há um jeitinho, já existem o cinas em São Paulo que alugam motores em bom estado para que proprietários de veículos com motores “cansados” possam passar na inspeção. Isso mesmo! O motorista faz inspeção e depois recoloca seu motor velho e poluidor. Para esses espertinhos, a prefeitura está testando radares capazes de detectar carros poluidores em movimento, analisando o gás de escape, por infravermelho.

Se você mora fora de São Paulo, é uma questão de tempo até a normatização chegar a sua cidade. Bom para o ar que respiramos e péssimo para os motoristas que não fazem a manutenção de seu veículos. Este é o foco: manter os carros bem cuidados. O duro é que, às vezes, os bons pagam pelos relapsos e acabam tendo problemas na ciranda da inspeção. Mas é tudo pelo bem do planeta e do ar que respiramos.

Douglas Mendonça | DIRETOR DE REDAÇÃO

 

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