O verdadeiro 207

Em princípio, a Peugeot do Brasil não confirma a informação de que o 207 CC será vendido no Brasil no ano que vem. Este pequeno e belo coupé-cabriolet, que estará no estande da Peugeot no Salão do Automóvel de São Paulo, em tese, será apenas uma atração internacional da marca. Mas essa não é toda a verdade. Desde o lançamento do 20777 no Brasil já se fala que a marca vai importar essa versão coupé-cabriolet. E, a julgar pelo segredo com que o modelo foi tratado na seção de fotos que ilustram esta reportagem (nem os funcionários da Peugeot podiam ver o modelo no pátio), sua importância no Salão é muito maior que a de um visitante ilustre. Ele servirá, sim, de termômetro para medir o grau de interesse do consumidor pelo modelo e auxiliará a Peugeot na hora de definir, por exemplo, o volume de importação do carro.

Fabricado na França, o modelo é uma versão do 207 europeu e não do nosso 207, que ainda utiliza a plataforma do 206. Seu motor é o mesmo utilizado no Mini Cooper (leia reportagem com o Mini Cooper Clubman S nesta edição). Um propulsor 1.6 que oferece generosos 120 cv de potência a 6.000 rpm e 16,3 kgfm de torque a 4.250 rpm. Um motor, suficiente para movimentar o modelo que pesa 1.352 kg e, garantindo uma aceleração de zero a 100 km/h em 10,7 segundos e uma velocidade máxima de 200 km/h. Isso quando equipado com o câmbio manual, como o modelo apresentado pela Peugeot, mas é provável que exista também uma opção com o câmbio automático de quatro velocidades, como acontece hoje com seu irmão mais velho, o 307 CC. Se o carro existe na Europa, por que não importá-lo? Pois é: tudo depende do que os “fãs” da marca sinalizarem no Salão.

A transformação do coupé em cabriolet demora 25 segundos. A operação é totalmente automática e pode ser feita com o carro em movimento até a velocidade máxima de 10 km/h. O teto aberto, que fica alojado no porta-malas, ocupa, como já era de se esperar, boa parte do espaço destinado à carga. Com o teto aberto a capacidade do bagageiro diminui para 187 litros. Para manter os mesmos índices de rigidez torcional da carroceria recebeu reforços estruturais que compensam a falta da capota.


O interior do modelo, em couro preto e vermelho e detalhes em alumínio, dá um ar esportivo ao carro que deve chegar ao País com um pacote único de acabamento

Quando começar a ser comercializado no Brasil, o modelo deverá custar cerca de R$ 90 mil e deve descontinuar a importação do 206 CC. A julgar pela beleza das linhas, ninguém sentirá falta do antecessor. Resta saber quanto tempo isso levará para acontecer.

 

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