Como o volante dos automóveis evoluiu (e por que ele pode desaparecer)

O volante nunca parou de mudar. Inicialmente feito de madeira, ele passou a ser multifuncional, com a base achatada e até controlado sem a ação do motorista

Principal interação entre motorista e carro, o volante pode não ter evoluído na forma e na função, mas nunca parou de mudar. Ele substituiu a barra dedicada ao controle do carro, como era no Patent-Motorwagen de 1886 e no Peugeot Type 15 de 1897, e surgiu pela primeira vez, em julho de 1894, no Panhard 4HP de Alfred Vacheron na corrida Paris-Rouen.

A estrutura mudou de madeira para aço, alumínio e magnésio. No início dos anos 1990, o volante dos carros de passeio incluiu o airbag, virou multifuncional e, dependendo do modelo, ganhou as borboletas para trocas sequenciais – a Ferrari 355 F1 de 1997 foi a pioneira.

Em 2012, o Peugeot 208 debutou o PEUGEOT i-Cockpit®, com destaque no volante de raio diminuto. Esse conceito foi ampliado e está presente nos modelos 2008, 308, 3008, 5008, 508, Rifter e Partner, além do já citado 208.

O volante está com os dias contados? Em 2015, o 100% autônomo Google Car já pretendia o abolir e, desde julho de 2015, a PSA (Peugeot-Citroën) implantou o programa AVA (Veículo Autônomo para Todos, em tradução livre) e tornou-se o primeiro fabricante a testar um veículo autônomo em estradas abertas, na França.

Um veículo autônomo é classificado em cinco níveis, segundo a OICA (Organização Internacional dos Fabricantes de Veículos Motorizados). Nós consideramos que são seis, sendo o nível 0 sem nenhuma automação:

Nível 0: a direção depende 100% do motorista, no máximo com equipamentos que alertam o condutor
Nível 1: o veículo é capaz de fazer algumas funções, mas as principais ações ainda dependem do motorista. Se enquadram nessa categoria os veículos equipamentos com piloto automático adaptativo
Nível 2: é o padrão no mercado atualmente. Em cenários seguros, o veículo consegue acelerar, frear e se manter dentro de faixas de rodagem. Mas o motorista deve permanecer atento à via todo o tempo para assumir a direção em situações de emergência.
Nível 3: mais avançado oferecido atualmente em um carro de produção (o Audi A8), o sistema autônomo é capaz de guiar efetivamente o veículo em certas condições de tráfego. Mas o condutor deve se manter pronto para assumir o controle do veículo quando solicitado.
Nível 4: atualmente em fase de testes, o sistema autônomo de nível 4 assume praticamente todas as funções do condutor. Mas em situações adversas, como mudanças climáticas, a máquina pode solicitar que o motorista assuma os comandos.Nível 5: dispensa totalmente os motoristas e os comandos manuais, permitindo dar ordens ao veículo por meio de comando de voz, por exemplo.

Os níveis 1 e 2, do programa AVA, estão disponíveis em alguns carros da Peugeot. Entre eles, o Active Lane Departure Warning (ALDW), que corrigi a trajetória para manter o veículo dentro da faixa, o alerta de atenção ao motorista e o Full Park Assist (assistência de estacionamento). Este último, equipa o novo 208 para controlar automaticamente a direção, a aceleração e a frenagem para entrar/sair da vaga.

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