O óleo lubrificante de motor é um componente essencial do funcionamento e da durabilidade de qualquer veículo, com papel técnico que vai muito além da simples lubrificação. Ele é responsável por reduzir o atrito entre as partes móveis, controlar a temperatura interna, manter o motor limpo e proteger os componentes contra corrosão e desgaste prematuro.

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Óleo lubrificante – Foto: Bardahl/divulgação

Para que serve o óleo lubrificante?

Ao formar uma película entre pistões, anéis, virabrequim e comandos de válvulas, o óleo evita o contato direto entre metais, garantindo funcionamento mais suave e silencioso. Essa película também ajuda a dissipar o calor gerado pela combustão, atuando em conjunto com o sistema de arrefecimento, algo ainda mais crítico em motores modernos, que trabalham com tolerâncias menores e maior densidade de potência.

Dutos de lubrificação no motor – Foto: reprodução/Portal Lubes

Além disso, o óleo lubrificante tem função ativa na limpeza interna do motor. Os aditivos detergentes e dispersantes mantêm partículas de sujeira e resíduos da combustão em suspensão, permitindo que sejam retidos pelo filtro e eliminados na troca. Sem esse controle, ocorre a formação de borras e depósitos que comprometem galerias, válvulas e componentes sensíveis.

Além da viscosidade

Colocando óleo lubrificante no motor do carro - Foto: Freepik
Colocando óleo lubrificante no motor do carro – Foto: Freepik

A escolha do óleo lubrificante correto não se limita à viscosidade indicada no manual. Cada motor é projetado para operar com uma combinação específica de viscosidade e normas técnicas, que incluem padrões internacionais, como API e ACEA, e homologações próprias de cada montadora. Essas especificações garantem resistência térmica, estabilidade química e compatibilidade com materiais e sistemas internos.

Troca de óleo Motul – Foto: Divulgação

Nos motores turbo e de injeção direta, o óleo lubrificante assume papel ainda mais crítico. Ele precisa suportar temperaturas elevadas, evitar a carbonização no eixo da turbina e controlar a formação de depósitos, além de lidar com a diluição por combustível. Veículos equipados com catalisadores mais sensíveis e filtros de partículas também exigem óleos de baixo teor de cinzas, fósforo e enxofre, para não comprometer os sistemas de controle de emissões.

Óleo a granel: pode ou não pode?

O uso de óleo a granel é possível, desde que o produto atenda exatamente às mesmas especificações exigidas pelo fabricante do veículo. Escolher o lubrificante apenas pela viscosidade pode ser suficiente em motores antigos, de projeto simples, mas representa risco em conjuntos modernos. Nesses casos, um óleo fora da homologação pode acelerar o desgaste, aumentar a formação de resíduos e afetar o desempenho e a durabilidade do motor.

Óleo lubrificante Eurol – Foto: divulgação

Outro fator importante é o controle de qualidade. Óleos a granel exigem armazenamento e manuseio corretos para evitar contaminação, enquanto produtos envasados oferecem maior segurança nesse aspecto. Durante o período de garantia, o uso de óleo fora da especificação recomendada pode gerar questionamentos em caso de falhas mecânicas.

Muito importante

Na prática, o óleo lubrificante deixou de ser um item genérico para se tornar parte integrante do projeto do motor. Respeitar a viscosidade, as normas técnicas e as homologações definidas pela montadora é fundamental para preservar desempenho, eficiência e vida útil, independentemente de o óleo ser a granel ou envasado.