Os carrões das 6 horas

O FIA WEC (Campeonato Mundial de Endurance da Federação Internacional de Automobilismo) terá sua etapa brasileira na última semana de novembro no Autódromo de Interlagos, em São Paulo. Será a última prova desse prestigioso campeonato, disputado pelas principais marcas envolvidas com o automobilismo mundial. Em 2014, a grande novidade ficou para o ineditismo do regulamento, que coroa como vencedor não apenas o carro mais rápido na pista, mas também aquele que consegue aliar velocidade ao melhor aproveitamento energético de combustível. O que vale é quem faz a melhor volta com o mínimo consumo.


Dessa forma, os carros que disputam a principal categoria do campeonato devem ter tecnologia suficiente para superar seus concorrentes na eficiência energética. Gastar menos recursos naturais é uma tendência irreversível para a humanidade em todos os aspecto do cotidiano, e não poderia ser diferente no automobilismo. É a engenharia a serviço do homem que os fabricantes fazem questão de demonstrar nas pistas. As marcas que disputam esse campeonato internacional buscam o prestígio de possuírem a melhor engenharia em relação a seus concorrentes.

Na categoria principal, chamada de LMP1 e liderada por Audi, Toyota e Porsche, todos os protótipos são híbridos – veículos cuja propulsão é feita simultaneamente por motores a combustão e elétricos. No caso das unidades a combustão, cada fabricante fez uma opção diferente: enquanto a Toyota optou por um  V8 aspirado de 3,4 litros, a Porsche escolheu um compacto 2.0 turbo e a Audi radicalizou, utilizando um V6 turbodiesel. Até o momento, a Toyota tem colhido os melhores resultados.

Já na categoria LMP2, os carros são dimensionalmente semelhantes aos primeiros, medindo 4,65 m de comprimento e 2 m de largura, mas não são híbridos. Eles podem possuir motores V8 de até 5 litros ou V6 turbo de até 3,2 litros. Os protótipos têm compartimento do motor fechado, chassis feitos de fibra de carbono e motores que podem ser fornecidos pelas japonesas Honda e Nissan ou pela inglesa Judd. Cada  equipe escolhe o motor que considera mais apropriado.

Finalmente, temos os carros da categoria GT. São carros esporte de produção normal para uso na rua, mas especialmente preparados para competições, segundo as exigências da FIA. Nessa categoria participam a Ferrari com a sua 458, a Porsche com o 911 RSR, a Aston Martin com o Vantage e a Chevrolet com o Corvette ZR1 C7. Na motorização dos GT, o motor deve ser o mesmo que equipa as versões de rua, mas com sua devida preparação. 

No grid da etapa brasileira, batizada de Le Mans 6 Horas de São Paulo, espera-se a participação de cerca de 30 carros, que devem duelar palmo a palmo durante as seis horas da prova. A largada será às 13 horas de domingo, dia 30 de novembro. Uma prova internacional que trará muitas surpresas para quem a assistir. Uma corrida irresistível para quem curte velocidade com alta tecnologia e um padrão de disputa só visto na Fórmula 1. 

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