Os carros de cada título

Chegou a vez de o Brasil sediar novamente uma Copa do Mundo. Antes de a bola rolar, selecionamos alguns lançamentos feitos nos anos de conquistas da seleção canarinho. Acompanhe este curioso comparativo. O primeiro campeonato veio em 1958, na Suécia, com um elenco de grandes craques, como Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos e Zagallo. O Brasil venceu os donos da casa na final por 5 a 2. Paralelo a isso, chegava a Perua DKW-Vemag. Produzida pela Vemag, sob licença da alemã DKW, o modelo cou conhecido como Vemaguet. Inicialmente trazia motor de 900 cm³. O bloco 3 cilindros, dois tempos, de 1000 cm³ com 50 cv e 8,5 kgfm de torque, só veio em 1959. Com câmbio manual de quatro marchas, atingia 125 km/h de velocidade máxima. A produção terminou em 1967.

O bicampeonato brasileiro de 1962, no Chile, foi conquistado com o placar de 3 a 1 contra a Tchecoslováquia. Felicidade para uns e uma alegria maior para os entusiastas de carros: também chegava o charmoso VW Karmann-Ghia, com motor 1.5. A mecânica 1600 (com 50 cv de potência) veio só em 1970. Ao todo, foram mais de 23 mil carros produzidos, dos quais 176 charmosos conversíveis. A produção do Karmann-Ghia encerrou em 1972, mas deixou um substituto: o Karmann-Ghia TC.

Em 1970, ano da conquista do tricampeonato do Brasil, no México, um importante lançamento foi o da Ford Belina. Para muitos, a Seleção Brasileira de 1970 foi o melhor time de todos os tempos. Craques como Pelé, Rivellino, Gérson, Jairzinho, Tostão, Clodoaldo e Carlos Alberto levaram o Brasil a seis vitórias em seis jogos. O título veio numa goleada de 4 a 1 sobre a Itália. A perua Ford Belina também fez sucesso. Derivada do Ford Corcel, comparada ao irmão ela trazia a suspensão traseira mais reforçada, devido à sua maior capacidade de carga. Sob o capô, o motor 1.3 desenvolvia 69 cv de potência e 10,2 kgfm de torque. O câmbio era manual de quatro marchas. Entre as versões, teve até uma 4×4 (vendida entre 1985 e 1987). A Belina deu adeus em 1991, quando foi substituída pela Ford Royale.

O Brasil então cou 24 anos sem títulos. Só em 1994, o grito de “é tetra! é tetra!” pôde ser solto, com o quarto campeonato conquistado na Copa realizada nos Estados Unidos. A nalfoi contra a Itália e acabou decidida nos pênaltis. Romário e Bebeto foram os grandes heróis do tetra. Uma alegria para os brasileiros, que ainda choravam a morte do ídolo Ayrton Senna, no GP de San Marino, em Ímola. Em meio a esse turbilhão de emoções, a GM lançava o Chevrolet Corsa Wind. Revolucionário para sua época, era o substituto do Chevette Junior e concorrente direto do Fiat Uno Mille. O Corsa Wind tinha motor 1.0 com injeção monoponto (EFI) e 50 cv. Na sua trajetória também foi oferecido em versões hatch de quatro portas, sedã, perua, picape e até uma esportiva GSi – esta com bloco 1.6 16V de duplo comando no cabeçote e 108 cv de potência.

Em 2002, o Brasil, retornava do Mundial da Coreia e do Japão com a taça de pentacampeão. Dessa vez, os que brilharam na Seleção foram Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho e Ronaldo, que marcou os dois gols da final contra a Alemanha, vencida pelo Brasil por 2 a 0, em Yokohama. Por aqui, nesse mesmo ano, desembarcava o Chevrolet Meriva, o primeiro carro da GM a contar com a transmissão automatizada Easytronic. Era uma minivan compacta que durou até 2012. Outro carro que marcou 2002 foi o Fiat Stilo. Ele tinha versões 1.8 8V, 1.8 16V e a apimentada Abarth, com bloco 5 cilindros, 2,4 litros e 167 cv de potência. Mais tarde, ele seria o primeiro Fiat a contar com o câmbio automatizado Dualogic. Agora, neste 2014, estão aguardados mais lançamentos. A pergunta que não quer calar é: “Será que desta vez sai o hexa?”

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