Os carros que a russa Lada vendeu no Brasil

Montadora russa foi uma das primeiras a chegar ao mercado brasileiro com a reabertura das importações, em 1990

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Lada 2105 (Laika) (Foto: Divulgação)

Controlada por uma sociedade entre a Aliança Renault-Nissan-Mitsubishi e a estatal Rostec, a russa AvtoVAZ (dona da marca Lada) tem uma linha de veículos próprios e atuais (veja mais aqui), dos quais o Lada 4×4 (o antigo Niva) é o único remanescente dos tempos da União Soviética. E por mais distante que os Lada estejam atualmente do mercado brasileiro, a montadora da Rússia foi uma das primeiras a apostar no Brasil após a reabertura das importações, em outubro de 1990. De acordo com o Detran.SP, 8.504 carros da marca ainda estão registrados no estado de São Paulo.

A Lada ofereceu três modelos no mercado brasileiro: Laika, Samara e Niva. Nas carrocerias sedã e station wagon, o Laika era derivado do Fiat 124 do final dos anos 1960 e estava equipado com um motor 1.6 de 73 cv). Já o Samara era um hatch mais atual (desenvolvido no início dos anos 1980) e chegou a ser oferecido no Brasil nas motorizações 1.3 de 62 cv e 1.5 de 72 cv. O utilitário Niva é o mais famoso dos três. Lançado em 1977, foi um dos primeiros carros do mundo a combinar tração 4×4 e uma carroceria monobloco.

Inicialmente, conquistaram o público pela combinação de baixo preço (o Laika custava menos do que um Fiat Uno Mille) e pelo fator novidade, mesmo com os então carros soviéticos sendo tão ou mais antigos do que os produtos que eram oferecidos pela indústria nacional. Mas os problemas com a adaptação dos carros às condições brasileiras e com o fornecimento de peças de reposição acabaram com a reputação dos automóveis e as vendas foram caindo, até serem interrompidas de vez em 1995.

Apesar de a aventura brasileira da Lada ter terminado em fracasso, o Niva continua firme no mercado russo, com praticamente o mesmo visual do utilitário que fez sucesso entre os jipeiros brasileiros. Já o Samara chegou a ser exportado para países da Europa Ocidental e África e durou até 2013, enquanto o veterano Laika sobreviveu até 2015, quando deixou de ser produzido no Egito.