Passat CC


Acima, o sofisticado painel com iluminação dos instrumentos herdada do luxuoso Phaeton. À direita, a alavanca de câmbio automático de seis marchas (deverá ter sete marchas como opcional) e dupla embreagem (DSG), que torna as trocas mais rápidas

Na traseira, são apenas dois lugares, mas com direito a bancos esportivos. O acabamento é impecável, como a tecnologia embarcada

A princípio, a designação CC nos leva a imaginar “coupé-cabriolet”, mas não é esse o caso do Passat. A sigla, no carro alemão, significa “comfort coupé” (cupê confortável). Apresentado à imprensa no mês passado, o novo modelo segue uma tendência que não é exatamente nova. No passado, existiram cupês quatro portas, mas eles “saíram de moda”.

Em 2004, a Mercedes lançou o CLS e fez renascer esta categoria. Porsche, Maserati e Audi estão desenvolvendo seus modelos, mas a Volks foi mais rápida: começa a vender em breve o novo Passat na Europa, e no primeiro trimestre do ano que vem ele chega ao Brasil, com preço na casa dos R$ 180 mil.

É um carro para quatro passageiros (2+2), com bancos traseiros esportivos individuais. Enquanto na Europa serão várias opções de motorização, aqui teremos só o 3.6 V6 de 300 cv e tração integral 4Motion, capaz de transmitir quase 100% do torque para o eixo traseiro, quando necessário. Um confortável coupé com desempenho de esportivo (com ajuda do câmbio automático de dupla embreagem, com trocas muito rápidas).

Ele acelera de 0 a 100 km/h em 5,6 segundos e tem aderência invejável em curvas e ótima estabilidade, graças às rodas aro 17 e pneus 235. No mais, um show de tecnologia: sistema de aviso de mudança de faixa, controle eletrônico da suspensão e da direção, sensor dianteiro que, quando ativado o piloto automático, reduz a velocidade quando detecta um carro lento à frente e, em casos extremos, ativa os freios. Outro sistema interessante estaciona o carro sozinho: pare ao lado da vaga, aperte um botão e, depois, é só acelerar e frear – ele se encarrega da baliza. Muito prático! E ele ainda tem uma câmera que filma a parte traseira.

Um charme à parte é o teto panorâmico de vidro, 1,12 metro de largura. Já o painel de instrumentos veio do luxuoso Phaeton: no lugar da tradicional iluminação azul, é uma luz branca que ilumina velocímetro, conta-giros, etc. Opcionalmente, pode ter borboletas no volante para trocas seqüenciais. Com tanta esportividade, é preciso segurança, e o CC não decepciona: controle de tração e estabilidade, airbags frontais, laterais e de cortina.

Com preço estimado para o Brasil em R$ 180 mil, é bem mais barato que o Mercedes CLS, seja na versão V6 de 272 cv (R$ 306.141) ou na CLS 500 V8, com 306 cv, vendida por R$ 393.992. Ou seja, o brasileiro poderá ter um cupê de quatro portas bem mais acessível, e que não fica devendo em desempenho nem conforto para o Mercedes que lhe serviu de inspiração.

Poucos carros hoje conseguem acumular tantos sistemas de alta tecnologia quanto este lançamento da Volks