Pequenos notáveis

Eles são práticos de dirigir, simpáticos e despertam a curiosidade nas ruas – tanto dos outros motoristas quanto dos pedestres. Enquanto o Fiat 500 (ou Cinquecento) é uma releitura do clássico modelo lançado na Itália em 1957, o Kia Picanto está totalmente mudado. Esta nova geração do compacto coreano, que começa a ser vendida agora no Brasil, aposentou a cara de bom moço para assumir um visual mais arrojado e provocativo criado pelo designer alemão Peter Schreyer. Enfi m, dentro de qualquer um deles você irá definitivamente fugir do lugar-comum.

Se antes o preço de R$ 59 mil do Fiat importado da Polônia assustava, agora tudo mudou. O carrinho passou a ser trazido do México pelo preço inicial de R$ 39.990, como MOTOR SHOW adiantou em março. É vendido em cinco versões, com três opções de câmbio e duas motorizações. Repare bem nele: não parece o mesmo 500 que estamos acostumados a ver? Enganou-se! Toda a estrutura foi revista e o modelo fi cou 40 kg mais pesado. Além disso, para se adequar às leis dos Estados Unidos, onde também será comercializado, recebeu piscas nos para-lamas dianteiros, repetidores de seta nos retrovisores e luzes alaranjadas nos para-choques.

Boa posição de dirigir e qualidade dos materiais empregados no interior agradam. Além do desenho moderno do volante, tem os comandos do rádio. A transmissão automática de quatro marchas eleva o conforto no trânsito pesado

O novo Picanto tem versões com câmbio manual, de R$ 34.900 e R$ 39.900, e automáticas, de R$ 39.900 ou R$ 44.900 (nas fotos). Quando comparado ao modelo anterior, não guarda nenhuma semelhança. Se antes tinha linhas um tanto femininas, agora chega exibindo uma cara de bad boy. Aliás, por ter quatro portas e mais espaço para as pernas dos ocupantes traseiros, ele leva vantagem sobre o oponente. No Fiat, é preciso um pouco de ginástica para se sentar no assento traseiro: antes é preciso puxar uma alavanca no encosto dianteiro, para só então deslizar o banco. O espaço é suficiente para apenas duas pessoas de baixa estatura, e os mais altos Nova geração do Kia picanto apresenta linhas mais vincadas e fluídas podem acabar raspando a cabeça no teto. Os encostos de cabeça, ligeiramente duros, poderiam ser mais confortáveis.

Dentro do 500, pura nostalgia. O painel de instrumentos retrô e os detalhes pintados na cor da carroceria garantem uma viagem ao passado. Entretanto, no caso da unidade avaliada (na elegante cor branco-pérola), os bancos e o volante podem ficar encardidos ao longo do tempo. Com o revestimento acústico melhorado, o rádio CD-MP3 e os alto-falantes da premiada marca Bose (opcionais) transmitem muita qualidade sonora. São sete caixas de som, além de um subwoofer instalado sob o banco do passageiro.

O interior do Fiat é um charme, com detalhes na cor da carroceria. Ao lado, o rádio, que também tem visual retrô. O volante é multifuncional e a alavanca de câmbio tem pegada boa. A tecla Sport, abaixo, deixa tudo mais esportivo

A vida a bordo do Picanto pode não ser tão charmosa, mas a qualidade dos acabamentos e dos plásticos empregados agradam. A posição de dirigir é certamente o maior destaque do coreano. Naturalmente, em ambos os modelos, por conta de suas dimensões reduzidas, não há muito espaço no porta-malas. O Picanto leva mais bagagens (embora o número informado pela marca seja da capacidade até o teto) e traz o estepe armazenado dentro do compartimento de bagagens, enquanto no Fiat a roda sobressalente fica para fora – e torna-se um alvo fácil para os ladrões. Ambos os modelos trazem como opcional o teto-solar elétrico.

Antes, o Fiat 500 vinha equipado com um motor 1.4 16V de 100 cv. Neste novo modelo, sob o capô das versões de entrada (Cult) está o bloco 1.4 8V flex, utilizado também no novo Uno. A novidade mecânica fica pela introdução do propulsor 1.4 de 105 cv com tecnologia Multiair, desenvolvido pela divisão FPT (Fiat Powertrain Technologies) para as versões top de linha. Mas isso é assunto para a próxima edição de MOTOR SHOW.

No Picanto, o porta-malas tem maior capacidade volumétrica. As quatro portas facilitam o acesso ao banco traseiro e há mais espaço para as pernas. O motor 1.0, com apenas três cilindros, tem 12 válvulas e rende bons 80 cv com etanol

Kia Picanto

Motor três cilindros em linha, 1,0 litro, 12V Transmissão automática, quatro marchas, tração dianteira Dimensões comp.: 3,59 m – larg.: 1,59 m – alt.: 1,49 m Entre-eixos 2,385 m Porta-malas 292 litros (até o teto) Pneus 165/60 R14 Peso 1,370 kg • Gasolina Potência 77 cv a 6.200 rpm Torque 9,6 kgfm a 4.500 rpm Velocidade máxima não disponível 0 – 100 km/h não disponível Consumo não disponível Consumo real não disponível • Etanol Potência 80 cv a 6.200 rpm Torque 10,2 kgfm a 4.500 rpm Velocidade máxima não disponível 0 – 100 km/h não disponível Consumo não disponível Consumo real não disponível

Quando abastecido com etanol, o 1.4 8V EVO rende 88 cv e permite que o 500 faça rápidas saídas de semáforo e ultrapassagens eficientes na estrada. Os engates curtos, macios e precisos da transmissão manual de cinco marchas (versão avaliada) aumentam a sensação de esportividade. Caso você queira uma dose extra de emoção, aperte a tecla Sport. Quando acionada, ela deixa a direção elétrica mais firme e altera os mapeamentos do motor e do câmbio (quando equipado com transmissão Dualogic de cinco marchas ou automática de seis velocidades com trocas sequenciais das versões top) para que as mudanças aconteçam de forma mais rápida e em rotações mais elevadas.

O Kia Picanto não fica para trás quando o assunto é desempenho. Aliás, os modelos têm potências bem semelhantes. O compacto coreano traz um tricilíndrico de 1,0 litro e 12V flex, de 80 cv (com etanol). Esperto, anda com desenvoltura, e a boa transmissão automática de quatro velocidades da versão avaliada mostra boa calibração e acerto – e há também o câmbio manual de cinco marchas. E, como estamos em tempos de políticas ecologicamente corretas, tanto o Fiat 500 quanto o Picanto trazem o ECO Drive, um sistema que informa ao motorista a maneira de dirigir consumindo menos.

Fiat 500

Motor quatro cilindros em linha, 1,4 litro, 8V Transmissão manual,cinco marchas, tração dianteira Dimensões comp.: 3,54 m- larg.: 1,62 m- alt.: 1,50 m Entre-eixos 2,300 m Porta-malas185 litros Pneus 185/55 R15 Peso 1.061 kg • Gasolina Potência 85 cv a 5.750 rpm Torque 12,4 kgfm a 3.500 rpm Velocidade máxima 170 km/h 0 – 100 km/h 12,2 segundos Consumo cidade: 14,3 km/l – estrada: 17,9 km/l Consumo real cidade: 11 km/l – estrada: 12,7 km/l • Etanol Potência 88 cv a 5.750 rpm Torque 12,5 kgfm a 3.500 rpm Velocidade máxima 172 km/h 0 – 100 km/h 11,8 segundos Consumo cidade: 9,6 km/l estrada: 11,8 km/l Consumo real cidade: 7,4 km/l estrada: 8,3 km/l

As suspensões do 500 receberam uma atenção especial. Foram revistas e ganharam novas molas, amortecedores e barra estabilizadora. Assim, o carro ficou 20 mm mais alto em relação ao modelo polonês. Apesar de muito macias, elas absorvem bem as irregularidades do asfalto. Já o compacto coreano sofre do mesmo problema de maciez do 500. Em determinados momentos, foi possível sentir sua traseira jogando para os lados ao passar por elevações ou buracos mais acentuados da pista.

É inegável que em segurança e tecnologia embarcada o Fiat 500 é superior ao Picanto. Traz sete airbags, inclusive para os joelhos; ESS (Sinalização de Parada de Emergência), que faz as setas piscarem de forma intermitente para evitar colisões; Hill Holder, um assistente de partidas em subidas; além de ESP (controle de estabilidade) e ASR (controle de tração). Os freios ABS estão disponíveis para ambos os carros. Seja qual for a sua preferência, prepare-se para andar por aí atraindo sorrisos e arrancando comentários elogiosos por todo e qualquer lugar que você passar dirigindo.

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